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Estágio nas férias vira opção

Summer jobs ganham adeptos brasileiros que buscam desafios e experiência profissional

Luiza Dias Vieira, Especial para O Estado de S. Paulo

14 Maio 2013 | 14h13

Prática comum nos Estados Unidos, os summer jobs – ou estágios de verão, em tradução do inglês – estão ganhando força entre universitários brasileiros. O trabalho temporário no período das férias atrai principalmente alunos de cursos que exigem dedicação integral. Além de ser uma boa maneira de ter os primeiros contatos com o mercado, esse tipo de estágio é ideal para quem quer viver experiências diferentes na época de faculdade.

No Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), por exemplo, parte dos estudantes aproveita as férias para trabalhar. O cearense Luiz Eduardo Filho, de 21 anos, estuda Engenharia Civil-Aeronáutica e já fez três summer jobs em Fortaleza.

De 2011 até hoje, trabalhou temporariamente em uma construtora, estagiou em uma empresa de educação e mapeou startups para a Federação das Indústrias do Estado do Ceará. “Os estágios me deram uma vivência que a faculdade, por melhor que seja, não proporciona”, diz. “Nas férias, você se dedica mais ao trabalho do que se estivesse levando o curso junto. Pelo aprendizado, vale sacrificar o descanso.”

A estudante de Administração do Insper Leticia Tofolo, de 21 anos, teve sua primeira experiência profissional em um estágio de verão. Entre janeiro e fevereiro de 2013, trabalhou no Citibank e conheceu todos os setores do banco, ficando uma semana em cada lugar. Aproveitou para fazer contatos, acompanhar resoluções de casos, tirar dúvidas com os gestores e, principalmente, saber melhor o que quer – e o que não quer – para sua carreira. “Ajuda bastante na hora de definir seu futuro”, diz.

João Marcos Barguil, de 23 anos, cursa Engenharia da Computação na Poli-USP e fez um summer job diferente. Ele foi até Uganda, na África, e passou cinco semanas em um estágio voluntário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), trabalhando em um projeto para melhorar o saneamento básico e higiene das escolas locais. “Aprendi a ser criativo diante de dificuldades como burocracia e falta de recursos. Não podia desperdiçar a chance de ter um impacto real na vida de alguém.”

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