Espírito Santo é o Estado com melhor desempenho em avaliação internacional de educação

São Paulo ficou na 7ª posição; no Nordeste, a Paraíba é o único Estado que tem média maior do que a brasileira

Guilherme Soares Dias,

03 Dezembro 2013 | 08h00

No Brasil, o Estado que teve a maior pontuação na prova de 2012 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês)  foi o Espírito Santo, que alcançou média geral de 423,3 pontos, ganhando cinco posições no ranking em relação aos números de 2009, quando teve 406 pontos e ficou na 9ª posição. Os alunos capixabas obtiveram a maior média de Ciências (428), a terceira melhor de Matemática (414) e a quarta melhor em Leitura (427 pontos). Os números são  superiores ao da pontuação nacional (402,3 pontos na média geral). Os estudantes brasileiros tiveram 411 pontos em Leitura, 405 em Ciência, e 391 em Matemática.

Na sequência geral dos melhores desempenhos de 2012 por Unidade da Federação, aparecem Distrito Federal (422,1 pontos) e Rio Grande do Sul (419,7 pontos). Os alunos do Distrito Federal tiveram a melhor nota em Matemática (416), a segunda melhor em Ciência (423) e a segunda melhor em Leitura (428). Os estudantes gaúchos têm a melhor média em Leitura (433), a quarta melhor em Ciência (419) e a quinta em Matemática (407).

São Paulo fica na 7ª posição, com 414,2 pontos, ante 408 pontos em 2009, quando também estava na sétima posição. Em Matemática, os alunos paulistas tiveram 404 pontos, em Ciência, 417 pontos  e em Leitura 422 pontos. No Centro-Oeste, o destaque é o Mato Grosso do Sul, que obteve 416,9 pontos, na quinta posição, ante 402 pontos em 2009 (9ª posição). Os alunos sul mato-grossenses conseguiram 428 pontos em Redação, 415 em Ciência, e 408 em Matemática.

Já no Nordeste, a Paraíba é o único Estado que tem média maior do que a brasileira (402,3 pontos). O Estado alcançou 406,1 pontos (9ª posição). As notas são maiores do que a média nacional em todas as áreas avaliadas: 395 em Matemática, 412 em Ciência e 411 em Leitura. Em 2009, o Estado tinha ficado com 382 pontos na média geral (13ª posição), abaixo da pontuação nacional daquele ano que foi de 401 pontos.

O Rio de Janeiro, por sua vez, registrou queda na pontuação, com 399,1 pontos em 2012 abaixo da média nacional (10ª posição), ante 404 em 2009, quando estava na 8ª. Os alunos fluminenses têm notas abaixo da média nacional em todas as áreas: 408 em Leitura, 401 em Ciência e 389 em Matemática.

Na ponta de baixo do ranking, estão Estados das regiões Norte e Nordeste. Alagoas tem a pior média nacional: 347,7. Os estudantes alagoanos obtiveram as menores notas em Leitura (355), Matemática (342) e Ciências (346). Depois de Alagoas, as piores notas gerais são do Maranhão (357,1) – que obteve 359 pontos em Ciências, 343 em Matemática e 369 em Leitura – e Amazonas (371,1), com 382 pontos em Leitura, 376 em Ciências e 356 em Matemática.

Para o coordenador do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas, André Portela, as diferenças de notas nos Estados se devem às disparidades socieconômicas regionais e a qualidade das redes de ensino. “Em parte tem a ver com a qualidade dos sistemas. Os avanços na distorção idade/série, por exemplo, explicam a melhoria das notas”, considera, ressaltando que o desempenho dos alunos está ligado à condição socieconômica em que está inserido./Colaborou Bárbara Ferreira Santos.

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