Escolas recorrem ao MEC por discordar das notas na Prova Brasil

Ação fez com que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado de dois em dois anos, fosse adiado

Luiz Fernando Toledo , O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2014 | 23h41

SÃO PAULO - O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deste ano ainda não foi divulgado por causa de recursos que as escolas têm entrado no Ministério da Educação (MEC) por discordar das notas na Prova Brasil. O Ideb é divulgado de dois em dois anos e mede a qualidade de ensino e infraestrutura das escolas de ensino fundamental e médio no Brasil. O último levantamento ocorreu no dia 14 de agosto de 2012 e ainda não há data para o deste ano.

"Nós estamos, nessa última edição, tendo uma preocupação muito grande com os recursos que as escolas estão fazendo em relação à Prova Brasil. Tão logo a gente conclua esse processo, a gente vai fazer essa divulgação", disse o ministro. Segundo ele, o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares, está como responsável por resolver a questão. A afirmação foi feita durante o Fórum de Educação, organizado  pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

O ministro também comentou que a pasta está trabalhando "fortemente" para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que houve avanços na preparação da prova. "É uma grande responsabilidade do ponto de vista logístico. Temos avançado a cada ano em relação ao acompanhamento e controle de processos para dar a segurança necessária aos estudantes que a partir do Enem vão ter um conjunto de oportunidades", disse.

Crise da USP. Paim ainda declarou que o governo federal está "à disposição" do reitor da Universidade de São Paulo, Marco Antonio Zago, em relação à crise das universidades estaduais, que estão em greve desde maio. O ministro, no entanto, não mencionou auxílio financeiro. "Já existe apoio do Ministério da Educação à USP no conjunto de programas, como a Capes e o Sisu. Essa parceria tende a se estreitar cada vez mais", disse. 

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