Escolas conseguem resultado bom no Enem, apesar da pobreza

A mais bem colocada entre instituições que têm nível sócio econômico baixo fica no interior de Minas

BÁRBARA FERREIRA SANTOS, LUIZ FERNANDO TOLEDO e PAULO SALDAÑA, O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 00h49

A Escola Estadual de Ensino Médio de Pedro Teixeira, no interior de Minas Gerais, conseguiu ter bons resultados na pobreza. Ela é a escola mais bem colocada entre as instituições que têm nível socioeconômico baixo. O colégio teve nota 546,56 na prova objetiva e figura na 3.827.ª posição no ranking geral do País. 

Atrás dela, está a Escola de Ensino Médio Augustinho Brandão, do Piauí, com nota 540,78. A primeira do Estado de São Paulo é a Escola Bairro do Paraitinga, de Cunha, no interior, com nota 493,68. 

Próxima de Juiz de Fora, no sudeste do Estado, a Escola Pedro Teixeira funcionava até 2013 apenas com turnos noturnos. Passou a ter uma turma à tarde neste ano. Não tem prédio próprio e divide o espaço com a escola municipal. 

Na instituição, 50% dos alunos são da zona rural. A maior parte divide a rotina entre o trabalho na roça durante o dia e os estudos à noite. Apesar da jornada no campo, os estudantes não faltam às aulas, diz a diretora Lucimar Aparecida de Oliveira. 

Dos cem alunos da escola, apenas dez fizeram a prova. “Para eles, o Enem é uma oportunidade. Com raras exceções, eles não podem pagar a universidade.” O bom desempenho no exame rendeu frutos: dos que fizeram o Enem 2013, pelo menos seis entraram em universidades federais, dois em Medicina.

Desempenho das escolas no Enem 2013 foi divulgado nesta segunda-feira, 22, pelo MEC. Dados mostram que escolas públicas e privadas da mesma "classe social" tiveram médias iguais no exame.

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