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Escola americana abre inscrições para MBA e pensa em alta do dólar

Curso para executivos sênior da University of Pittsburgh em São Paulo tem planejamento financeiro para manter valores mais baixos

Juliane Freitas, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 19h15

A Universidade de Pittsburgh está com processo seletivo aberto para o curso Executivo de MBA, que tem aulas em São Paulo. Até o final de março é possível enviar o formulário de requisição (ou application, termo comumente utilizado pelas instituições estrangeiras) para estudar durante um ano e meio métodos e teorias para ser um executivo de padrão internacional. 

O investimento do EMBA é alto: são US$ 56 mil por 18 meses de curso. Para amenizar o bolso dos estudantes, a escola está implementando políticas para segurar os preços com uma cotação menor do dólar, perto dos R$ 2,90. Segundo a diretora da Universidade na América Latina, Karla Alcides, a meta é manter o valor das mensalidades mais baixo até que a moeda chegue aos R$ 3.

"Temos um planejamento financeiro segurando a cotação do dólar até R$ 2,50, até que ele chegue a R$ 3. Aí, passaremos a fazer um reajuste pequeno", conta Karla ao Estado, por telefone. 

Ainda assim, quem estiver interessado no programa deve se preparar para arcar com alguns custos com viagens, já que a graduação é integrada com as unidades de Pittsburgh, no Estado de Pensilvânia, nos Estados Unidos, e em Praga, na República Checa. Os países alternam com São Paulo a sede de três fóruns com os executivos em especialização. Os custos das aulas, da hospedagem e do material para os encontros estão inclusos, no entanto. Vale lembrar que o curso é 100% norte-americano. "É uma oportunidade de fazer um curso internacional no seu próprio País", lembra a diretora. 

O público alvo do curso são executivos sênior da área de negócios, já consolidados no mercado de trabalho como gerentes ou diretores, que desejam aprofundar conhecimentos e estar preparados para desenvolver em suas empresas uma administração de âmbito global, afinada com tendências e pronta para desafios de amplitude mundial. 

"Nossos alunos têm faixa etária média de 33, 34 anos e cerca de 13 ou 14 anos de experiência profissional", afirma Karla. "Mas não é um requisito. O que procuramos são candidatos com maturidade profissional e comprometimento, com uma necessidade de visão internacional e networking global e que valorizem o conhecimento de diferentes culturas." 

A diretora costuma dividir o público alvo do MBA em quatro perfis: os empreendedores, os profissionais que estão há muitos anos dentro de uma empresa e crescendo com ela, os executivos em carreira ascendente, mas em busca de recolocação, e os top talents, mais jovens, de mais ou menos 27 anos, "inteligentes, articulados e ambiciosos dentro do ramo de negócios". Todos esses devem falar inglês fluentemente, ter ensino superior completo, trabalhar há pelo menos cinco anos e promissoramente na área e, ainda, ter boas referências no currículo. 

O padrão de exigência para ingressar na Universidade é o mesmo para as três unidades onde o curso é realizado. Ao final da seleção, uma turma integrada, com alunos de mais de 20 nacionalidades, é formada. "O programa é conduzido simultaneamente. 75% das aulas são ministradas na cidade de escolha do aluno e os outros 25% com a turma global". As diferenças culturais dos três países são levadas em conta, assim como as mudanças do mercado. No Brasil, por exemplo, há menos empreendedores focados em técnicas de gestão, enquanto na matriz americana, o maior quórum é o de executivos que atuam na região. 

O intercâmbio de experiências é vasto e a disciplina para estudar o conteúdo programático no período sem aulas, imprescindível para um aproveitamento completo da grade. "Tem dois acordos que você precisa fazer quando ingressa no EMBA, com a empresa que trabalha e com a família. É preciso pelo menos uma hora e meia diária para acompanhar o programa. Temos executivos, por exemplo, com filhos pequenos, que cumprem a jornada no escritório, brincam com as crianças e depois, no fim do dia, vão ler os textos do curso." 

As aulas acontecem no método de imersão, durante uma semana de cada mês, em período integral de quinta-feira a domingo, com muito debate entre estudantes e professores, que continua nos grupos espontâneos nas redes sociais no computador e no smartphone. 

"O comprometimento na participação em sala de aula e com as leituras acaba mudando o comportamento do executivo, em termos de foco e disciplina, depois do curso. É um medidor de sucesso", diz Karla. O EMBA já formou 292 alunos em São Paulo, 10% deles estrangeiros. Para este ano, estão abertas 19 vagas.

Para conhecer o MBA, os candidatos podem agendar o "EMBA for a Day", conversar com a diretora e assistir a uma aula. As próximas edições do "test drive" ocorre nos dias 18, 19 e 21 de fevereiro. Aulas de estatística (Statistical Analysis> Uncertainty, Prediction & Quality Control) e de economia (Economic Analysis for Managerial Decisions) serão ministradas pelos professores Jerrold H. May e Carey Treado. O evento é gratuito, mas é preciso requerer a participação e passar por uma triagem curricular. Informações: (11) 4302-3216 ou pelo site.

SERVIÇO:

EMBA 

University of Pittsburgh - Joseph M. Katz Graduate School of Business

Inscrições: Até o fim de março

Início das aulas: Maio de 2015

Duração: 18 meses

Investimento médio: US$ 55.500

É preciso ter disponibilidade para viajar internacionalmente e para assistir a aulas integrais durante cerca de uma semana por mês. As aulas são no WTC Forum - Av. das Nações Unidas, 12.551 - 4º andar – Sala 2 - Brooklin - São Paulo

Mais informações: (11) 4302-3216 ou site

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