Ensino privado domina educação profissional, diz IBGE

Cerca de 10% das pessoas que frequentaram cursos de formação profissional não chegaram a concluí-los

22 Maio 2009 | 14h45

A rede privada de ensino atende à maioria dos alunos da educação profissional no País: 53,1% das pessoas de 10 anos ou mais que frequentavam em 2007, ou haviam frequentado anteriormente, cursos desse tipo cursaram instituições particulares. As instituições públicas, 22,4% por instituições públicas e 20,6% pelo Sistema S de ensino (Senai, Senac, Sebrae etc.), aponta estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007.

 

 

documento Veja o relatório completo do IBGE

especial Veja o especial Retrato do Brasil, sobre o PNAD 2007

 

Cerca de 10% das pessoas que frequentaram cursos de formação profissional não chegaram a concluí-los. O motivo mais alegado  foi dificuldade financeira, mencionado por 25,5% dos 2,4 milhões de pessoas que se inscreveram mas não concluíram esses. O curso de qualificação profissional mais procurado, em 2007, era o de informática, seguido por comércio e gestão.

 

Já a Educação de Jovens e Adultos (EJA) era frequentada em 2007, ou anteriormente, por cerca de 10,9 milhões pessoas, o que correspondia a 7,7% da população com 15 anos ou mais de idade. Das cerca de 8 milhões de pessoas que passaram pela EJA antes de 2007, 42,7% não concluíram o curso, sendo que o principal motivo apontado para o abandono foi a incompatibilidade do horário das aulas com o de trabalho ou de procurar trabalho (27,9%), seguido pela falta de interesse em fazer o curso (15,6%).

 

Nos cursos de Alfabetização de Jovens e Adultos no país (AJA), o perfil mais comum de aluno era mulher, com mais de 50 anos, nordestina, com rendimento domiciliar per capita de até 1 salário mínimo.

 

Educação profissional

 

Dentre os 6 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que frequentavam, em 2007, algum curso de educação profissional, 80,9% estavam no segmento da qualificação profissional e 17,6%, em cursos técnicos de nível médio. Dentre os 29,6 milhões que haviam frequentado anteriormente, 81,1% cursaram qualificação profissional e 18,4%, técnico de nível médio.

 

As instituições de ensino vinculadas ao Sistema “S”2 atendiam 20,6% (7,4 milhões) das pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de educação profissional - porcentual inferior ao das instituições particulares de ensino (53,1%, ou 18,9 milhões) e ao de instituições públicas de ensino (22,4%, ou 8,0 milhões de pessoas).

 

Desemprego

 

No contingente de pessoas ocupadas (90,8 milhões de pessoas), 3,6% estavam frequentando a educação profissional em 2007, enquanto, entre os desocupados (8,1 milhões de pessoas), o porcentual era 7,5%. Entre os ocupados, 23,4% frequentaram anteriormente a educação profissional e, dentre os desocupados, esse porcentual era de 26,1%. Isto significa que a maioria (66,4%) das pessoas desocupadas não haviam frequentado anteriormente e nem frequentavam em 2007 nenhum curso de educação profissional.

 

Cursos de saúde

 

A saúde era a área com a maior proporção dentre os 5,4 milhões de pessoas que frequentaram anteriormente curso técnico de nível médio (20,2%), seguida da área de indústria (19,0%), gestão (18,0%) e informática (8,9%). As áreas de saúde (29,4%) e indústria (22,0%) também apresentaram as proporções mais expressivas entre 1 milhão de pessoas que frequentavam curso técnico em 2007, enquanto os cursos de gestão (11,0%) e informática (12,9%), campeões na faixa de qualificação, tinham porcentagens menores.

 

Dentre os que frequentavam ou frequentaram anteriormente curso técnico de nível médio, 55,4% fizeram este curso após a conclusão do ensino médio e 42,4% ao mesmo tempo que o ensino médio.

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