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Intercâmbio oferece noções de Direito para alunos do ensino médio

Programa de high school no Canadá conta com disciplinas relacionadas a leis, contribuindo para a formação interdisciplinar

Camila Santos, Especial para O Estado

18 Agosto 2015 | 10h32

Direito aparece como o segundo curso mais procurado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2015, atrás apenas da graduação em Administração. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), 254.217 candidatos se inscreveram para tentar uma vaga no curso em janeiro pelo sistema.

Atenta ao interesse dos estudantes em ingressarem na área, a agência Canadá Intercâmbio desenvolveu um programa de ensino em que alunos aprendem disciplinas comuns ao Direito inseridas à grade curricular do high school (ensino médio, em português). A experiência faz parte do intercâmbio realizado em escolas da região de Cowichan, na Ilha de Vancouver, costa oeste do Canadá.

Segundo a presidente da agência, Rosa Maria Troes, o projeto surgiu graças à parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp), associada ao interesse dos adolescentes em receber conhecimentos diversos. “Os jovens desejam ter contato com matérias aprofundadas, que agreguem informações sobre a atuação de um advogado ou um juiz, por exemplo.” O programa foi elaborado há três meses.

A presidente da Canadá Intercâmbio acredita que os adolescentes poderão ampliar noções de cidadania e até se decidir sobre o futuro mercado de trabalho. “No fim dos estudos, os jovens terão a visão macro de situações cotidianas e do conceito de cidadania que é útil à comunidade.” As disciplinas sobre Direito ministradas ao longo do curso estão relacionadas a temas de ciência forense, leis e justiça social.

Escolha profissional. A estudante Izabella Andrade, de 20 anos, faz cursinho pré-vestibular há três anos e acredita que o aprofundamento da grade curricular, com aulas voltadas para conhecimentos de profissões específicas, facilita a decisão quanto à graduação pretendida. “Escolhi o curso de Direito apenas no segundo ano de cursinho. Se tivesse tido a chance de aprender algumas noções jurídicas ainda na escola, teria maior facilidade em optar pela graduação.”

Para o vice-coordenador do curso de direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Thiago Matsushita, o recebimento de conteúdos específicos ainda na fase escolar, contribui para a formação interdisciplinar. “Quanto mais cedo o aluno se aventurar por essas áreas, melhor”, afirma. “Instruir os jovens em aéreas jurídicas faz com que se tonem aptos a exigir melhorias dos governantes e também possam analisar com criticidade a sociedade.”

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