Enem será obrigatório na rede pública a partir de 2010

Cada Estado decidirá a nota mínima de que os estudantes precisarão na prova para conseguir o diploma

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

14 Maio 2009 | 17h13

A partir do ano que vem, todos os estudantes da rede de educação pública podem ser obrigados a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Atualmente, a participação no exame é voluntária. A proposta foi aceita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante reunião com membros do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) para definir as novas diretrizes da prova para 2010. 

 

documentoVeja a matriz para elaboração do novo Enem

tabela Saiba quais as 1000 escolas mais bem colocadas no exame

 

Para a medida entrar em vigor, o ministério deve avaliar se todos os estudantes do País têm acesso aos locais onde serão realizadas as provas. Na mesma reunião, Haddad pediu um exame de logística para conferir a viabilidade da proposta. "O exame não é realizado em todas as escolas. Temos de conferir se há orçamento para financiar transporte e alimentação dos alunos", explicou a presidente do Consed, Maria Auxiliadora Seabra.

 

Segundo a proposta, só aqueles que fizerem a prova e tirarem notas acima de uma média estipulada pela secretaria de cada Estado terão acesso ao diploma do ensino médio. "O maior avanço da proposta é que o exame passará a ser uma base de comparação, de estatística, para avaliar o ensino das escolas públicas e monitorar o desempenho dos alunos." 

 

O Ministério da Educação (MEC) e o Consed também aprovaram as modificações por que passará a prova do Enem no ano que vem, divulgadas à imprensa na quarta-feira. O novo formato da prova deve ser mais focado na compreensão de problemas e vai banir questões que requerem a memorização de datas históricas ou fórmulas matemáticas.

 

Outra decisão é o fim das questões com "pegadinhas", ou seja, que possam confundir os alunos.

De acordo com o ministro, os conteúdos cobrados na prova serão os mesmos ensinados pelas escolas públicas no ensino médio.  Segundo Haddad, o novo Enem não poderá ser aplicado durante o período de aula e terá datas e locais confirmados previamente.

 

A proposta é que o exame faça com que o currículo do ensino médio norteie as provas de acesso ao ensino superior e não o contrário, como Maria Auxiliadora acredita que esteja acontecendo. "Por meio do novo exame, será possível sentar à mesa com as universidades e propor mudanças tanto nos vestibulares como nos currículos dos cursos. Os professores devem estar adaptados ao conteúdo cobrado pelo novo Enem", explicou.

 

(Ampliada com mais informações às 17h43)

 

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