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Empresas estrangeiras buscam bolsistas do Ciência sem Fronteiras

Marina Azaredo e Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2014 | 13h 09

Inglaterra e Estados Unidos dão oportunidades de estágio aos intercambistas

Crédito: Sergio Castro/Estadão

Ricardo Pedreiro Tannus (foto) tem 21 anos e está a dois anos de concluir a faculdade de Engenharia de Computação na USP, mas já teve uma experiência profissional que poucos engenheiros têm. Ele trabalhou por três meses no escritório britânico da IBM, uma das maiores empresas de tecnologia no mundo. O estágio foi realizado durante o intercâmbio que Tannus fez na Inglaterra pelo Ciência sem Fronteiras.

A prática tem sido incentivada pelos governos dos países que recebem alunos brasileiros do programa. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, esteve em um encontro com empresas britânicas e brasileiras cujo objetivo era estimular as companhias a apoiarem programas de bolsas de estudo como o Ciência sem Fronteiras.

"Proporcionar experiências de estudo e trabalho para jovens brasileiros na Grã-Bretanha vai nos ajudar a construir relações de longo prazo entre os dois países", afirmou Hague durante o encontro. De acordo com Jaqueline Wilkins, consultora em Educação e Cultura da embaixada britânica no Brasil, a experiência é vantajosa para o aluno, para a universidade e para a empresa. "As instituições de ensino e as empresas têm a oportunidade de entrar em contato com os futuros cientistas e acadêmicos brasileiros. E a empregabilidade dos estudantes aumenta muito", diz.

Tannus hoje trabalha no mercado financeiro e considera que a experiência que teve na Inglaterra foi fundamental para a sua atuação profissional. "Fiquei muito mais seguro em relação às minhas qualificações e confortável com o inglês. Tenho de lidar com muitos clientes internacionais, então isso fez toda a diferença", diz.

Força-tarefa. A Câmara Americana de Comércio (Amcham) também tem uma iniciativa para estreitar os laços entre brasileiros e empresas que atuam nos Estados Unidos. "Há dois anos, criamos uma força-tarefa para divulgar entre as empresas o que era o Ciência sem Fronteiras e a sua importância para as gerações futuras", conta Michelle Tchernobilsky, gerente de Relações Governamentais da Amcham. Hoje, segundo ela, há cerca de 40 empresas que oferecem estágios para estudantes brasileiros. Santander, GE, Honda, Alcoa, 3G e Cargill estão entre elas. Dois mil alunos já foram beneficiados.

"Para as empresas é muito interessante porque, quem faz intercâmbio pelo Ciência sem Fronteiras, é, sem dúvida, uma mão de obra qualificada. A ideia é que esses alunos voltem a trabalhar na empresa quando retornam ao Brasil. Portanto, é bom para as duas partes", aponta Michelle.

Para o professor da pós-graduação da ESPM Luiz Peres Neto, que já foi docente da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e fez estágio sanduíche na City University London, a experiência de trabalhar durante o intercâmbio no exterior é positiva, desde que não atrapalhe as atividades acadêmicas. "Se o trabalho for parcial é muito produtivo, porque permite maior contato com a cultura e força a pessoa a sair da sua zona de conforto. Ele é obrigado a se relacionar com as pessoas com quem talvez não tivesse oportunidade. E muitas vezes isso gera frutos."

Tannus termina a faculdade em dezembro de 2015 e ainda está indeciso sobre o que fazer após a graduação, mas tudo indica que o objetivo de promover uma aproximação entre o Brasil e a Grã-Bretanha está sendo alcançado. "Estou em uma fase de vida sensacional, em que não tenho vínculos com lugar nenhum. Mas uma certeza que eu tenho é de que hoje me sentiria muito tranquilo para trabalhar na Inglaterra."

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