Em carta, 782 docentes da USP criticam violência de grevistas

Professores reclamam de constrangimentos e bloqueio de prédios; paralisação deve acabar na próxima segunda-feira, 22

O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2014 | 19h33

SÃO PAULO - Mais de 780 professores da Universidade de São Paulo (USP) divulgaram uma carta na internet contra os piquetes feitos por funcionários e alunos durante a greve, que já dura 115 dias. As principais críticas são contra o bloqueio de prédios e o constrangimento de dirigentes por manifestantes. A paralisação, no entanto, deve acabar na próxima-segunda-feira, 22, após acordo entre funcionários e a reitoria na Justiça do Trabalho.

Os 782 docentes reclamam, por exemplo, da intimidação que teria sido feita por grevistas contra os diretores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) para que votassem contra propostas feitas pela reitoria no Conselho Universitário, órgão máximo da instituição. Outro episódio citado ocorreu com o diretor do Instituo de Astronomia, Geofísica e Ciências, Laerte Sodré. Ele relatou ter sofrido agressão de grevistas e registrou boletim de ocorrência.

"Somos contrários ao uso de métodos totalitários de coação", diz o texto. De acordo com a carta, "minorias são responsáveis por essas ações e não representam a maioria da Universidade". Durante a greve, vários textos, contrários ou favoráveis ao movimento, circularam na comunidade universitária. 

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