Eleição para reitor na USP ocorre de forma tranquila nesta quinta

Votação ocorreu das 9 às 13 horas nas unidades da universidade; apuração começa às 20 horas

Marina Azaredo, Estadão.edu

19 Dezembro 2013 | 14h20

A eleição para indicação dos candidatos a reitor da Universidade de São Paulo (USP) que deverão ser escolhidos pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin, ocorreu de forma tranquila nesta quinta-feira, 19. A votação começou às 9 horas e se encerrou às 13 horas. A apuração deve ocorrer a partir das 20 horas, quando as urnas das unidades do interior e do litoral chegam à Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. 

Compõem o colégio eleitoral 2.134 eleitores, membros do Conselho Universitário, dos Conselhos Centrais (Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e Cultura e Extensão Universitária) e das Congregações das Unidades e dos Conselhos Deliberativos de Museus e Institutos Especializados. Dez meses apuradoras receberam os votos em diferentes unidades da instituição. Quatro fiscais ficaram em cada um dos locais de votação, o que totaliza 40 pessoas. Durante a apuração, cada candidato terá direito a 10 fiscais para observar a contagem dos votos. 

Hélio Nogueira da Cruz e Marco Antonio Zago, que concorrem ao cargo de reitor, votaram no prédio da Administração Central. Para Cruz, o prazo para a campanha foi pequeno. "As regras foram definidas no final do período, no dia 1º de outubro". O candidato ainda criticou o posicionamento do reitor a favor do candidato Wanderlei Messias da Costa. "Houve uma pressão para que houvesse desincompatibilização de cargos, para evitar conflitos de interesse. Foi votado que a máquina deveria ficar distante, mas isso não inibiu que a máquina fosse utilizada de outras formas. O reitor apoiar uma chapa é algo inusitado porque ele também é juiz do processo eleitoral. Se houver uma contestação, é ele quem decide", afirmou. Para ele, o debate se ateve muito a "questões pessoais". "Esses assuntos tiveram um peso maior do que deveriam ter tido nessa campanha. Isso tem que ter uma dimensão mais apropriada. O que será que a opinião pública está pensando de nós com essa pancadaria generalizada?", indagou. 

Wanderlei Messias da Costa é o único candidato que não pode votar, porque não faz parte dos conselhos e conselhos habilitados a compor o colégio eleitoral. 

Já José Roberto Cardoso votou na Escola Politécnica e disse ao 'Estado' que espera estar na listra tríplice. O candidato foi o menos votado na consulta à comunidade acadêmica, no dia 10. "Foi um processo interessante, uma experiência nova. Nunca tinha havido esse tipo de escolha na USP, foi uma novidade para todo mundo. Como dirigente de unidade, tive oportunidade de conhecer o resto da USP. Fiz novos amigos. Foi uma experiência marcante para a minha vida."

Para o diretor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, Umberto Celli Júnior, a eleição deste ano foi uma evolução em relação às anteriores. "Em relação ao passado foi um avanço porque houve possibilidade de chapas e a inexistência de segundo turno. A consulta foi bastante positiva, embora seja apenas um indicativo."

Mariana Nwabasili, de 23 anos, estudante de Jornalismo que é representante discente do Conselho Universitário disse que  "outros representantes [discentes] tendem a votar nulo". "Essa eleição não é exatamente o que nós do movimento estudantil queríamos porque não é uma eleição paritária. Não estamos em um clima bom, logo após uma greve, mas eu vim votar porque estamos na pior e, se estamos na pior, vamos trabalhar com a estrutura que a gente tem. Acredito que a consulta seja um avanço porque, no final, a votação de hoje vai se pautar por ela."/COLABOROU BÁRBARA FERREIRA SANTOS.

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