Frederico Boza Alvim/UFJF/Divulgação
Frederico Boza Alvim/UFJF/Divulgação

Duas universidades descumprem prazo de matrículas do Sisu

Federais de Juiz de Fora e da Bahia prorrogaram o prazo até quinta e sexta, respectivamente; problemas podem prejudicar sistema

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2015 | 07h10

SÃO PAULO - Terminou nesta terça-feira, 23, a matrícula dos aprovados na primeira lista do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre e ao menos duas universidades não conseguiram cumprir o prazo. As federais de Juiz de Fora (UFJF) e da Bahia (UFBA) prorrogaram o prazo até quinta, 25, e sexta-feira, 26, respectivamente. 

Servidores técnico-administrativos de 14 instituições, em greve desde maio, boicotaram as matrículas para pressionar o governo a negociar as demandas da categoria. A maioria das instituições adotou sistemas online para que os interessados pudessem fazer a pré-matrícula. A entrega da documentação será feita em data a ser definida.

Na UFJF, a adoção do sistema online só foi feita nesta terça-feira. Por isso, a universidade prorrogou o registro até quarta-feira. Na UFBA, a matrícula foi feita de forma presencial, mas com número reduzido de servidores por conta da greve. 

Se a formalização por parte das universidades dos alunos selecionados na primeira chamada, todo o sistema pode ser prejudicado, uma vez que o Sisu permite que um mesmo aluno tente vaga em mais de uma instituição. 

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que o direito à greve é legítimo, mas que o aluno não pode ser prejudicado. Segundo o ministério, a lei determina que 30% dos funcionários têm de trabalhar durante a paralisação e cabe à instituição garantir o cumprimento. 

Também disse que as instituições assinaram um termo de compromisso em que asseguram o direito do estudante à matrícula.

O MEC, no entanto, não comentou sobre a prorrogação dos prazos de matrícula pelas instituições. 

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