Discriminação entre cursos presenciais e a distância tende a se tornar obsoleta

Para pesquisadora, não se distingue mais ensino presencial e a distância devido à incorporação de tecnologias em sala

Mônica Pestano, JORNAL DA TARDE

06 Dezembro 2010 | 13h58

ENTREVISTA - Lúcia M. Pesce de Oliveirs, professora adjunta na universidade ajdunta na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

 

A discriminação entre cursos presenciais e a distância tende a se tornar obsoleta porque a tecnologia está cada vez mais incorporada ao aprendizado, segundo a professora Lúcia Maria Pesce de Oliveira, da Unifesp.

 

É possível aprender outra língua usando o Skype?

Não se pode generalizar. Elementos que dizem respeito à conversação, certamente. Mas não creio que dê conta de aspectos importantes ao aprendizado de outra língua, como a gramática. Para a escrita, não creio ser o melhor instrumento.

 

Mas o ensino a distância é uma tendência?

Para os pesquisadores, não se fala mais em ensino presencial e a distância, uma vez que a tecnologia está cada vez mais incorporada ao aprendizado em sala de aula. Você pode usar os recursos de ensino a distância para o curso presencial. É uma linha tênue que tende a desaparecer.

 

E os resultados? É esperada uma melhor formação com o uso dessas tecnologias?

Isso depende. Se o ensino/estudo se apoiar em uma atitude dialógica, interativa, sim. Se o professor, com esses recursos, amplia as possibilidades de dialogar com culturas diferentes da dele, acrescenta muito. Se isso não for feito, todas as possibilidades estarão alijadas do conhecimento e ficarão a serviço apenas de atividades econômicas que não atendem a um ensino de qualidade.

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