Das 55 federais, 36 usarão de alguma forma a nota do Enem

Exame vai substituir o vestibular de 22 universidades; outras 14 vão mesclar com seu processo seletivo

Bruna Tiussu e Elida Oliveira, especial para O Estado de S.Paulo

25 Maio 2009 | 23h41

Cada uma das 55 universidades federais do País teve autonomia para decidir se aderia ao novo Enem para a seleção de candidatos às vagas nos cursos de graduação. Elas puderam escolher entre quatro formas de adesão: substituir integralmente o vestibular pelo Enem; usar o exame como primeira fase do processo seletivo; usá-lo combinado com o vestibular da instituição ou, ainda, como fase única para as vagas remanescentes.   Das 55 instituições, 36 usarão de alguma forma a nota do Enem no processo de seleção. O Enem vai substituir o vestibular de 22 universidades, como a Federal de Lavras (Ufla), em Minas. Para José Maria de Lima, presidente da Comissão Permanente de Processo Seletivo da Ufla, a qualidade do Enem é suficiente para a seleção de bons candidatos. "A prova é muito bem elaborada e atende àquilo que o estudante precisa saber para entrar na universidade", diz.   Outras 14 instituições preferiram fazer uma mescla entre o Enem e o seu processo seletivo. Na Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), também em Minas, o Enem servirá de vestibular unificado para uma porcentagem das vagas -- que ainda não foi decidida, mas ficará entre 10 a 25% do total. Para os candidatos que não optarem por esse modelo, haverá a opção de substituir a prova da 1ª. fase pela do Enem.   Na Federal de São Carlos (Unifesp), candidatos de 19 carreiras vão concorrer a vagas unificadas. Outros sete cursos da universidade usarão o Enem apenas como 1ª fase do vestibular. "É o caso de cursos mais concorridos, como Medicina", diz Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de Graduação da Unifesp. De acordo com ele, os representantes desses cursos tradicionais ficaram inseguros em decidir por uma mudança radical já para este ano.   Nas federais de Viçosa, Rio Grande, Paraná, Santa Catarina e na Federal Fluminense, o Enem valerá como nota parcial, ou seja, representará uma porcentagem na nota final do candidato. Em outras sete universidades, como as Federais de Pernambuco, do Espírito Santo, do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro, por exemplo, o Enem será adotado como primeira fase.   Para o reitor da UFRJ, Aloisio Teixeira, o Enem propõe um grande avanço no processo da educação do País. "Com esse sistema vamos ter quase 5 milhões de candidatos, além de ampliar o acesso aos estudantes de escola pública." Para o MEC, alunos de escolas públicas serão beneficiados porque concorrerão a mais vagas, em diferente instituições, sem precisar gastar com diversas taxas de inscrição nem viajar para outras cidades para fazer as provas.   No entanto, nove das federais preferiram não aderiram ao Enem. Essas universidades não usarão a nota da prova em nenhum momento do processo seletivo. A decana de Ensino e Graduação da UnB, Márcia Abrahão Moura, diz que vários fatores influenciaram nesta decisão. "Os principais pontos foram a ausência da prova de língua estrangeira, a data da prova, que foi considerada muito antecipada por algumas faculdades da UnB", afirma. Segundo Márcia, está em estudo a utilização do exame no vestibular 2011.    

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