Curso que ensina criança a desenvolver comportamento para realização profissional melhora a autoestima, defendem pais

Quando a consultora de comunicação e marketing Ira Berloffa Finkelstein  conversou com os filhos, de 7 e 9 anos, sobre matriculá-los em mais uma atividade extracurricular, a reação foi de protesto. “Eles tiveram uma resistência inicial, disseram que já faziam muita coisa e que não queriam mais um compromisso”, diz. Depois da aula teste no Fastrackids, os pequenos mudaram de ideia.  “Eles saem motivados, orgulhosos de tudo o que produziram, ansiosos por contar como foi a atividade”. Além desse compromisso semanal, as crianças fazem  música, dança folclórica, ginástica olímpica, e ainda alemão e inglês, que aprendem em uma escola bilíngue.

Mariana Lenharo, Jornal da Tarde

05 Dezembro 2010 | 15h55

 

Juan Manoel S. Treptau, de 6 anos, frequenta a atividade há dois meses. “Ele era introvertido e nunca falava nada na sala de aula por timidez. Hoje ele responde tudo o que perguntam. A diretora do colégio até me chamou para perguntar o que tinha acontecido”, conta a empresária Armila S. Treptau.

 

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Já a artesã Shirley Oliveira dos Santos, mãe de Bruno, de 4 anos, e Gabriel, de 7, a princípio assustou-se com a mudança que observou em seus filhos depois que começaram a atividade. “Eles ficaram muito mais independentes, passaram a argumentar e discutir seus pontos de vista e começaram a pedir que eu desse o dinheiro na mão deles para eles comprarem o lanche”, conta. “Acho natural porque eles aprenderam a ter responsabilidade.”

 

A principal mudança que a maioria dos pais observa em seus filhos depois das aulas que “turbinam” o cérebro é a desinibição e o aumento da autoestima. “Quando essas crianças forem para a faculdade, eles encontrarão profissões e campos de estudo que hoje não existem. É preciso ter esse estímulo logo cedo”, diz Ana Cecília Noronha, franqueadoras master do Fastrackids no Brasil.

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