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Curso para alunos de Jornalismo põe em discussão problemas de SP

Repórter do Futuro, da Oboré, tem módulos temáticos que estimulam produção jornalística

Estadão.edu,

09 Abril 2012 | 19h51

O aumento da procura por cursos livres "de bom nível" na área de comunicação foi um dos efeitos colaterais do fim da validade do diploma em Jornalismo. A avaliação é do jornalista Sergio Gomes, diretor da Oboré, empresa que atua com comunicação popular e organiza há 17 anos o projeto Repórter do Futuro. Trata-se de um curso de complementação universitária para alunos da graduação (não necessariamente de Jornalismo) que pretendem ser jornalistas profissionais.

 

O projeto tem módulos temáticos e encontros aos sábados, para não atrapalhar as atividades escolares. Os alunos assistem a palestras e simulam coletivas de imprensa. Precisam entregar um texto jornalístico até 72 horas depois das entrevistas.

 

A Oboré e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) definem os temas. "Levamos em conta a relevância política e cultural, sempre olhando para o mercado de trabalho que espera os jovens alunos", explica Gomes. A depender do assunto, outras instituições entram como parceiras.

 

Na quinta-feira, 12, será divulgada a lista de participantes do próximo módulo, "Descobrir a Amazônia - Descobrir-se Repórter", em parceria com o Instituto de Estudos Avançados da USP. Os organizadores vão selecionar 25 estudantes entre 203 inscritos de 33 faculdades. O curso começa no dia 28 de abril e termina em 16 de junho.

 

Inscrição

 

Quem estiver interessado em participar do Repórter do Futuro pode se inscrever no site da Oboré (www.obore.com.br). É preciso responder a questões como "Por que pretende fazer o curso" e "Você já escreveu alguma reportagem". Depois, o estudante é convocado para um "encontro de confraternização e seleção", quando poderá esclarecer dúvidas. Também deverá responder a um novo questionário.

 

Segundo Gomes, os critérios de seleção baseiam-se no interesse pelo tema, clareza na exposição de ideias e motivação. A banca examinadora (composta por no mínimo cinco pessoas) é formada por representantes da coordenação pedagógica e das instituições co-promotoras.

 

As coordenações dos principais cursos de Jornalismo de São Paulo apoiam a iniciativa: USP, Cásper Líbero, PUC, Mackenzie, Metodista, ESPM, entre outros.

 

São Paulo

 

Termina neste sábado, 14, a 5.ª edição do módulo "Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter", realizado em parceria com a Câmara Municipal de São Paulo. Os alunos vão receber os certificados de participação e após um debate de avaliação do curso.

 

O objetivo deste módulo é, segundo a Oboré, promover a investigação dos oito principais problemas da cidade de São Paulo: desenvolvimento sustentável; educação; emprego e renda (trabalho); habitação; meio ambiente, lixo e saneamento básico; saúde; segurança pública e violência; transporte e mobilidade.

 

Os estudantes participaram de entrevistas coletivas com especialistas, vereadores e jornalistas que "cobrem" a cidade. Para a aluna de Jornalismo da ECA-USP Marina Ribeiro, de 22 anos, o curso ampliou os horizontes profissionais e as fontes de informação. "Me tornei uma repórter mais dedicada e mais bem informada sobre os problemas à minha volta", diz. "E trabalhei em pautas sobre assuntos que não teria oportunidade de falar nem no estágio nem na faculdade." Leia neste link uma das matérias produzidas por Marina.

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