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Crianças continuam sem escola em São Paulo

Mariana Mandelli - O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2011 | 11h 26

Quase um mês após o início das aulas, pais ainda se queixam da falta de vagas e da distância até o colégio

Quase um mês após o início das aulas, crianças continuam fora da escola na capital. Algumas foram enviadas para unidades distantes de suas  casas - o que é contra a lei - e outras ainda não sabem onde estudarão. Há duas semanas, o Estado revelou o problema, que ocorre em especial nas  regiões leste e norte.

 

As redes estadual e municipal dividem as matrículas de ensino fundamental em São Paulo. A escolha da escola é feita pelo CEP da residência. Pela regra, o  aluno pode estudar a uma distância de até 2 quilômetros de casa.

 

A comerciante Hilda Rodrigues da Costa, de 35 anos, não sabe o que fazer com a filha Qauane, de 10. A Escola Estadual Professor Rômulo Pero, onde a menina  deve estudar, fica a 2,2 quilômetros de sua casa. “Não tenho condições de levá-la. Ela está sem estudar. Tenho medo que ela se prejudique”, conta a mãe.

 

O problema da distância também atinge Quézia Mendes Machado, de 6. Ex-aluna do CEU Água Azul, foi mandada para a Escola Estadual Belize - a rota mais curta  da casa da família até a unidade é de 3,6 quilômetros. “Ela não vê a hora de voltar a estudar, principalmente quando vê a irmã se arrumando para ir à  escola”, diz a mãe, a dona de casa Sandra Regina Pereira, de 32.

 

Algumas mães de Cidade Tiradentes, zona leste, após irem à diretoria de ensino, ouvidoria e ao conselho tutelar, fizeram um abaixo-assinado. Roseli Lemos, de  41 anos, não conseguiu vaga para nenhum dos cinco filhos. Até dezembro, ela morava em outro bairro. “Fui em tudo quanto é lugar e sempre me falam que não tem  vaga. Daqui a pouco, o conselho tutelar aparecerá aqui em casa dizendo que não mando meus filhos para a escola.”

 

Respostas. A Secretaria Estadual de Educação afirma que está entrando em contato com os pais que estão com problemas. No caso da  família Lemos, diz que todos os filhos, com exceção da caçula, estavam matriculados antes de mudar de endereço. No caso de menina Qauane, a  secretaria afirma que a mãe deu baixa na matrícula porque prefere uma escola municipal. A secretaria ressalta que todas as famílias que tiverem  dificuldades devem procurar a central de atendimento (telefone 0800-770-0012).

 

A Secretaria Municipal de Educação diz que há vagas para todos no ensino fundamental. Afirma que as crianças que deixam a educação infantil são  automaticamente matriculadas nas escolas mais próximas de suas casas. Segundo a pasta, há transporte gratuito para quem estuda a mais de 2 quilômetros.

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