Criadores do 'Rodeio das Gordas' terão que doar 20 salários mínimos cada

Um dos envolvidos não assinou o termo de ajuste de conduta firmado com Ministério Público e será processado

Marcela Bourroul Gonsalves,

01 Setembro 2011 | 18h29

Os ex-universitários envolvidos na criação da página do Orkut sobre o "Rodeio das Gordas" terão que doar, a título de indenização por dano moral coletivo, 20 salários mínimos cada um a partir deste mês. A medida foi estabelecida através de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre eles e as Promotorias de Justiça de Direitos Humanos de Araraquara e Assis, e seu descumprimento acarretará multa de R$ 30 mil.

O dinheiro será encaminhado a três instituições que se dedicam à prevenção e ao combate da dependência química e ao combate de violência de gênero. O "Rodeio das Gordas" ficou conhecido durante o Interunesp, evento universitário que reúne os estudantes da Unesp, realizado em Araraquara no ano passado.

A competição se dava com rapazes agarrando colegas obesas pelo maior tempo possível durante os jogos universitários. Após o encerramento do evento, foi criada em Assis uma página na rede social intitulada "Rodeio das Gordas", na qual eram estabelecidas regras para o "torneio", bem como premiação para o que fosse considerado o melhor "montador de gordas".

Em outubro de 2010, a promotora de Justiça Noemi Corrêa instaurou inquérito civil para apurar o ocorrido. As investigações identificaram que o responsável pela criação da página na rede social foi Roberto Paulo de Freitas Negrini, então estudante da universidade. Daniel Prado de Souza e Raphael Dib Tebechrami foram apontados como incentivadores da prática, por meio de comentários publicados na página.

O MP considerou que eles praticaram violência contra a mulher, infringindo os conceitos e preceitos da Lei Maria da Penha.

Roberto e Raphael assinaram o TAC. Em relação a Daniel Prado de Souza, que não assinou o documento, a Promotoria ingressará nos próximos dias com ação civil pública contra ele.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.