Coordenadores de colégios e cursinhos aprovam unificação de inscrições de USP, Unesp e Unicamp

As três instituições públicas de ensino de SP elaboram projeto com o objetivo de tornar processos seletivos mais eficientes

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2011 | 09h43

A ideia de integrar os processos de inscrições e matrículas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), a partir do ano que vem, é vista de forma positiva pelos coordenadores de escolas e cursinhos ouvidos pela reportagem.

 

Segundo eles, a maior agilidade do sistema vai ajudar a conter a ansiedade dos candidatos que estão nas listas de espera.

 

O Estado revelou nesta terça-feira, 14, que as três instituições elaboram um projeto para unificar suas inscrições e suas matrículas. O objetivo é tornar os processos mais eficientes e, principalmente, evitar matrículas em mais de uma instituição, prática que atrasa a divulgação das listas seguintes.

 

A medida não vai impedir que o aluno se inscreva e seja aprovado em mais de uma instituição. Além disso, cada vestibular vai continuar cobrando sua própria taxa de inscrição.

 

“A ideia ajuda a combater o nervosismo dos que ficam esperando pelas próximas listas”, afirma Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Objetivo. Edmilson Motta, do Etapa, concorda. “A intersecção entre as três listas em cursos concorridos é grande, o que faz com que a gente sempre tenha um pequeno grupo de estudantes felizes e outro grande grupo de ansiosos.”

 

Para Alberto Nascimento, do Anglo, a ideia seria melhor se unificasse também as provas. “Seria um benefício para todos”, opina.

 

Blaidi Sant'Anna, diretor pedagógico do ensino médio da Escola Móbile, acredita que a mudança vai trazer mais autonomia ao aluno. “Ele já vai ter que ser responsável, decidindo antes o que quer”, afirma.

 

Já Antonio Machado, do Cursinho Intergraus, afirma que a mudança não pode eliminar um aluno que foi aprovado, por exemplo, na segunda opção de curso e não fez matrícula. “Isso porque as listas rodam e ele pode ser chamado na sua primeira opção.”

 

Andamento. Até agora, a questão que está mais avançada é o questionário socioeconômico da inscrição. Os técnicos estão trabalhando, por enquanto, em 20 questões comuns aos questionários das três universidades.

 

Nas próximas semanas serão realizados cruzamentos das listas de vestibulares anteriores, de forma a testar um pré-projeto do sistema. “A matrícula nas instituições é muito diferente entre si, o que exige testes”, explica Maurício Kleinke, coordenador de pesquisas da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest).

 

O pró-reitor de graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, reforça a unificação do sistema exige uma grande responsabilidade. “As dificuldades operacionais devem ser encaradas com cautela”, disse. “Vamos lidar com dados sigilosos.”

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