FÁBIO MOTTA/ESTADÃO
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Contra ocupação, Rio transfere alunos e monta escola provisória

De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Educação, há atualmente 66 colégios tomados por estudantes

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

02 Maio 2016 | 03h00

RIO - A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) do Rio de Janeiro abre nesta segunda-feira, 2, prazo para que alunos de escolas ocupadas se transfiram para outras instituições estaduais. A mudança será voluntária e só vale para as unidades estaduais porque os trâmites burocráticos podem ser feitos pelo sistema informatizado. A transferência para escolas federais ou particulares depende de documentos que estão nas secretarias dos colégios tomados pelos estudantes. Segundo balanço da Seeduc, há 66 escolas ocupadas no Estado, onde estudam 49 mil jovens.

A medida faz parte de um pacote de iniciativas para minimizar o efeito das ocupações. A secretaria anunciou ainda que, a partir desta segunda-feira, as instituições tomadas pelos estudantes entrarão em recesso escolar. Com isso, verba de merenda, manutenção e serviço de limpezas não será repassada  e o cartão de estudante, que garante a gratuidade das passagens de ônibus, será suspenso.  As máquinas que fazem a recarga dos cartões do Riocard também foram desativadas. O entendimento é que as passagens são gratuitas para que os alunos possam ir de casa para a escola – como não estão ocorrendo as aulas, as passagens não têm de ser oferecidas.

A Seeduc definiu ainda o calendário de reposição: as aulas ocorrerão em agosto deste ano e janeiro de 2017, além dos sábados do segundo semestre. As férias de meio de ano haviam sido transferidas de julho para agosto a fim de coincidir com a Olimpíada e esvaziar o trânsito na cidade. Mas com a suspensão das aulas por causa da greve de professores e ocupação das escolas, a secretaria decidiu fazer a reposição em agosto, mesmo, porque não haveria tempo suficiente para dar todo o conteúdo somente aos sábados do segundo semestre.

A secretaria procura ainda espaços que possam servir de escolas temporárias. A ideia é procurar centros comunitários, sedes de associação de moradores e salas de igrejas próximos às unidades ocupadas que possam servir para montar escolas provisórias.

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