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Contra dor de cabeça

Especialistas dizem o que você não deve esquecer quando planejar um intercâmbio

Lorena Amazonas, Especial para o Estadão.edu,

13 Dezembro 2011 | 01h54

Não seria a primeira vez que Flávia Mariano faria um intercâmbio no exterior. Mesmo assim, ela escapou por pouco de ficar na rua da amargura em solo americano. Planejava participar de um programa de trainee nos Estados Unidos, mas só poderia se manter por lá caso o programa fosse remunerado. A agência garantiu que seria. Quando mãe dela exigiu que o termo "estágio remunerado" fosse explicitado no contrato, descobriu que estava sendo enganada. "Tivemos um longo caminho para provar que havíamos sido lesadas e conseguir nosso dinheiro de volta", afirma Flávia, que escreveu depois o livro Intercâmbio: Aí vou eu!.

 

Para garantir que sua viagem ocorra sem imprevistos, consultamos três especialistas em intercâmbios, que destacaram cinco dicas importantes para você ter em mente quando fechar o seu pacote.

 

1. Agência

 

É importante saber quem está intermediando sua ida para outro país. Uma dica apontada pelos especialistas é verificar se a empresa é membro da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), associação que reúne as principais instituições brasileiras que trabalham nas áreas de cursos, estágios e intercâmbio no exterior. Além disso, o tempo da empresa no mercado também pode ser uma garantia. "Dificilmente uma empresa que não seja idônea permanece por muitos anos no mercado", afirma Fernanda Zocchio, diretora Operacional da Experimento Intercâmbio. Também vale utilizar a internet para obter mais informações. "Busque referências com outros estudantes sobre a empresa de intercâmbio. Faça pesquisas. As redes sociais são boas aliadas para isso."

 

2. Escola

 

Uma vez verificadas as opções recomendadas pelas agências, entre em contato com as escolas também. Procure informações a respeito da estrutura, dos professores, se há controle de nacionalidades. "É importante verificar se a escola tem um controle do mix de nacionalidades, para não correr o risco de encontrar um número muito alto de brasileiros na sua sala", diz Márcia Mattos, gerente de Cursos da agência STB. E não esqueça de perguntar qual o número máximo de alunos por sala. "O ideal para um curso de línguas é que tenha no máximo 14 alunos por sala. Mais do que isso dificulta o aprendizado."

 

3. Destino

 

Já pensou se você odeia frio e decide fazer um intercâmbio no Canadá durante o inverno? Certamente não ficará satisfeito em enfrentar temperaturas abaixo de zero durante sua estada. Pode não parecer tão importante, mas é essencial saber para onde está indo. Pesquise na internet e também pergunte ao atendente da sua agência a respeito do clima, como funcionam os transportes públicos na cidade e seu o valor, além da média do custo diário que terá por lá. "O montante gasto na viagem não se resume a passagem e ao curso", aponta Márcia Mattos, da STB. Além disso, seja maleável e tente fugir das cidades manjadas, como Paris, Nova York e Londres, pois a concentração de brasileiros nesses lugares é grande. Na França, por exemplo, há cidades menos lembradas, mas que possuem uma boa estrutura, como Toulouse, a quarta maior cidade do país. Mas se o sonho da sua vida sempre foi estudar em Paris, siga a sua vontade. "O importante mesmo é ir para onde você quiser. Não adianta nada fugir de uma cidade com muitos brasileiros e ir para um destino que não lhe agrada", completa Márcia.

 

4. Visto

 

Prepare-se para a burocracia. Se quer embarcar já, países como Nova Zelândia, África do Sul e os da união Europeia não exigem visto para cursos de curta duração. Caso opte por um destino como EUA e Canadá, verifique com a agência qual o tempo médio de espera para tirar um visto de estudante.

 

5. Contrato

 

O destino e a escola já estão escolhidos e agora falta assinar o contrato com a agência. Peça para que tudo esteja explicitado, inclusive as taxas a serem pagas. Lá deve conter o tipo de acomodação e refeição contratadas, o tempo de estada, o número de aulas, enfim, tudo aquilo que foi prometido para você. Caso seja um programa work & study, é essencial que esteja descrito se o estágio é ou não remunerado e quanto você irá receber. "Leia e releia o contrato. Se algo for prometido por e-mail, além do que está descrito, imprima e anexe", alerta Flávia Mariano. E tenha sempre em mente que você é um consumidor e a agência está prestando um serviço. "Nada de sonho. Você é um consumidor em busca de um serviço, por mais acolhedora que a empresa seja. O sonho começa no avião. Até lá, você está comprando um serviço."

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