Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Contato com profissionais é aposta de colégios na escolha de carreira

Objetivo faz palestras e abre Unip a visitas de alunos; Dante fornece informações sobre áreas

Gustavo Zucchi, especial para o Estado

17 Setembro 2017 | 17h11

SÃO PAULO - Outra opção das escolas para auxiliar os alunos a escolher a carreira é manter, ao longo do ensino médio (e às vezes até antes), um contato direto com profissionais da área e deixar os estudantes o mais próximo possível do ambiente universitário. Os alunos do Colégio Objetivo, por exemplo, têm a oportunidade de frequentar as aulas e os laboratórios da Universidade Paulista (Unip), que pertence ao mesmo grupo. Segundo a coordenadora pedagógica do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, o objetivo é oferecer ao jovem o maior número de informações possíveis na hora de decidir pela profissão.

“Temos um setor de vestibulares no qual o que o aluno quiser saber o pessoal lá vai estar preparado para responder.” Além das visitas a Unip, o Objetivo organiza uma série de palestras com ex-alunos de várias áreas. Mesmo que perca, o estudante pode ver depois na rede interna da escola.

O Colégio Dante Alighieri também aposta nessa interação na hora da complicada decisão do curso universitário. A cada dois anos promove a Jornada de Informação Profissional, que reúne estudantes com profissionais de diversas áreas. “A ideia é que eles desenvolvam um percurso mais longo, não uma escolha que chegue apenas ao fim do terceiro ano”, diz a orientadora educacional do Dante, Claudia Meletti.

A área voltada para a escolha do aluno no colégio está reunida no Programa de Orientação Profissional. Ali, além de promover os eventos, o Dante organiza todas as ferramentas para proporcionar condições aos jovens de investigar e construir um repertório de informações que favoreça reflexões e forneça os subsídios que podem auxiliá-los em suas próximas etapas de escolha.

“Às vezes, o estudante não tem a informação e a orientação que precisa para tomar decisões e acaba escolhendo algo para satisfazer os pais ou algo que não sabe se irá gostar”, diz a aluna do 3.º ano do ensino médio do Dante Beatriz Pellizzon, de 17 anos.

A orientadora educacional do Dante conta que a cada ano a área é procurada por alunos mais jovens. Quando têm dúvidas, a gente opta por um aconselhamento mais individual, mas deixa para eles refinarem a escolha”, diz Claudia.

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