Conselho de Assuntos Estudantis da Unifesp acredita que processos contra estudantes são ilegítimos

22 jovens foram detidos sob a acusação de intimidação e depredação de bens públicos

Cristiane Nascimento, especial para Estadão.edu,

19 Junho 2012 | 17h20

Na tarde desta terça-feira, 19, a pró-reitoria de Assuntos Estudantis  (PRAE) da Unifesp divulgou as resoluções do Conselho, também de Assuntos Estudantis (CAE), com o qual se reuniu na segunda para discutir o posicionamento do grupo diante do fato ocorrido na última quinta-feira, 14, quando 25 alunos do câmpus de Guarulhos foram detidos pela Polícia Militar. A corporação foi acionada pela diretoria acadêmica, que alegou que os estudantes estariam depredando e pichando o prédio. Em nota, o conselho anunciou apoio à PRAE, subscreveu uma nota publicada em repúdio à opção de tratar as questões universitárias por meio da violência e solicitou a retirada dos processos contra os 22 estudantes presos na ação da PM, por considerá-los ilegítimos.

Segundo Luiz Leduino de Salles Neto, a maioria dos conselheiros votou pela não renúncia da pró-reitoria "por se tratar do único canal de diálogo com os estudantes". Na última sexta-feira, 15, Neto declarou ao Estadão.edu que cogitava deixar o cargo por discordar da "ação violenta" da polícia.

Desde o encerramento da reunião com o Conselho, o pró-reitor tem discutido o destino da pró-reitoria com diversos grupos da instituição. Neto afirmou que, caso deixe o cargo, a renúncia será em massa: todos os demais membros da da PRAE o seguirão, além de alguns membros do Conselho, que já manifestaram este apoio. "Estamos ainda avaliando a pertinência de continuarmos", disse. "Só permaneceremos caso nos convençemos de que a Unifesp irá apostar no diálogo e nos garantir respaldo." Segundo informou, não têm uma data limite para a tomada de decisão. Na manhã desta quarta-feira, 20, o pró-reitor se reunirá com o Conselho Universitário para a discussão da greve estudantil do câmpus de Guarulhos e seus desdobramentos.

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