Comissão de professores tenta negociar com PMs

Estudantes temem invasão da FFLCH pela polícia

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

09 Junho 2009 | 18h37

Uma comissão de cinco professores da USP tentou negociar a saída dos PMs das imediações do prédio da História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Segundo a professora Sandra Mitrini, o tenente-coronel Claudio Miguel Marcos Lombo disse que seus comandados só sairiam do local quando os estudantes, refugiados no prédio depois de enfrentarem a PM, liberassem a Avenida Professor Luciano Gualberto, fechada com uma barricada. Os alunos rejeitaram a proposta. Disseram ter ficado com medo de que a polícia invadisse a FFLCH.   A PM, que continuou atirando gás lacrimogêneo nos alunos depois que eles se refugiaram na História, parou de lançar bombas. Outro grupo de policiais se reuniu diante do prédio da reitoria, onde fez um cordão de isolamento. Por volta das 19h30, a situação permanecia praticamente inalterada, mas os PMs ampliaram o cerco a todo o quadrilátero onde fica o prédio da reitoria.   O confronto deixou revoltados os alunos da mais importante universidade do País."Às 5 e meia da tarde eu estava saindo do laboratório de pesquisa quando vi a Praça do Relógio cheia de gás lacrimogêneo e de pimenta. Eu estou na USP desde 94 e nunca vi uma ação tão repressiva assim", disse Alexandre Souza, que faz pós-graduação em Ciência Ambiental.

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