Colocando a mão na massa

Curso da FIA cria equipes multiculturais para trabalhar com empresas de quatro países

Cristiane Nascimento, Especial para Estadão.edu,

27 Novembro 2012 | 00h25

A globalização exige líderes que transitem com facilidade em ambientes diferentes. Visando atender a essa demanda, a FIA lançou em 2011 o Américas, MBA voltado aos mercados do Brasil, México, Canadá e Estados Unidos. A primeira turma começou os módulos internacionais neste semestre.

Desenvolvido em conjunto pela FIA, o Instituto Tecnológico Autónomo do México, as Universidades Vanderbilt, americana, e Simon Fraser, canadense, o curso, que reúne executivos dos quatro países, é dividido em módulos nacionais e internacionais.

“No primeiro ano de atividade, os alunos dedicam-se aos estudos dos conceitos de administração internacional”, diz James Wright, coordenador do Américas.

As aulas nessa primeira fase são ministradas em todas as instituições, simultaneamente, mas sem nenhuma interação.

“Após essa introdução, os alunos se reúnem e fazem uma imersão na cultura econômica de cada um dos países - tudo isso, presencialmente”, afirma Wright. O primeiro encontro ocorreu em Montreal e, há um mês, os estudantes se reuniram em São Paulo. Em fevereiro será a vez do México e, em abril, dos Estados Unidos.

Nessa etapa, os executivos têm de lidar com cases reais. Em grupos multiculturais, prestam consultoria a organizações parceiras em todos os países visitados, normalmente trabalhando em cima de questões específicas ligadas ao comércio internacional.

Com quatro colegas, Nilton Filgueiras, de 33 anos, trabalha em um projeto de expansão da Des-case, empresa americana de filtros industriais. O atual supervisor de manufatura da Johnson&Johnson é um dos 15 executivos brasileiros do MBA multicultural. “A possibilidade de atuar no exterior com profissionais de diferentes nacionalidades nos traz uma experiência fundamental para o exercício da negociação nos dias de hoje”, afirma. “Essa aproximação nos permite, por exemplo, entender os valores culturais em jogo, facilitando e calibrando a nossa percepção para lidar com profissionais e empresas de culturas distintas da sua.”

Como fazer negócios em um país estrangeiro? Quais são as regras para essa negociação? Como fazer o marketing de uma mesma marca em diferentes culturas? Esses serão alguns dos questionamentos levantados ao longo dos 12 meses do Corporate International Master’s (CIM), recém-criado pela FGV com escolas do exterior.

Para Goret Pereira Paulo, diretora da FGV in Company, uma das vantagens do CIM é o fato de que, nos módulos internacionais, serão abordados conteúdos ligados ao perfil da instituição parceira. Na Universidade de Georgetown, em Washington, por exemplo, o tema explorado será a relação entre iniciativa privada e governo. “Nada melhor do que discutir isso com a escola que está ao lado do Congresso americano.” Na Esade, a sustentabilidade - financeira e ambiental - dos negócios será o principal tema e, na Ebape, o modelo de liderança criativo e flexível.

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