Ciência sem Fronteiras terá mestrado profissional nos Estados Unidos

Mercadante anuncia para novembro edital no qual serão colocadas à disposição mil vagas em áreas estratégicas da indústria e tecnologia; programa deve incluir outros países a partir de 2014

Bárbara Ferreira Santos,

03 Outubro 2013 | 13h04

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta quinta-feira, 3, o lançamento de um novo edital do programa  Ciência sem Fronteiras (CsF), voltado para o mestrado profissional. Nessa primeira etapa, que deve ter início em novembro, serão colocadas à disposição mil vagas para mestrado profissional nos Estados Unidos em áreas estratégicas da indústia e tecnologia, como, por exemplo, engenharias, energia, biotecnologia e nanotecnologia."Serão áreas focadas em produtividade e ciência aplicada", afirmou o ministro durante coletiva de imprensa em Brasília.

Os alunos ingressarão nos cursos a partir do segundo semestre de 2014 e a duração do intercâmbio deve variar de 1 a 2 anos. As bolsas serão semelhantes àquelas dos programas de graduação do CsF: incluem mensalidade, passagens aéreas, seguro-saúde, auxílio-instalação e auxílio material didático. 

Segundo Mercadante, os próximos editais do programa de mestrado profissional do Ciência sem Fronteiras serão abertos também para outros países, como Alemanha, por exemplo. Ele também convocou as empresas a "patrocinar" os alunos do mestrado profissional. "Essa modalidade é muito importante para as empresas, que tem responsabilidade de conceder 26 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras e não estão no volume de bolsas necessárias."

Queda. Quando questionado pelos jornalistas sobre a queda da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no ranking da Times Higher Education (THE), a principal lista do ensino superior do mundo, o ministro afirmou que um dos critérios mais importantes na avaliação das instituições nesse ranking é o uso da língua inglesa na sala de aula.

Com a queda das duas universidades paulistas, o Brasil deixou o topo das 200 melhores universidades do mundo. "Eu acho que o Brasil tem um grande desafio pela frente [no uso do inglês]. Nós, por exemplo, diminuímos a demanda para Portugal para estimular a segunda língua", afirmou Mercadante.

Atualizado às 13h30.

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