1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Cenário: Retomada de projeto e salário de docentes serão desafios

- Atualizado: 23 Janeiro 2016 | 03h 00

José Renato Nalini assume a Secretaria da Educação com objetivo de criar pontes de diálogo com estudantes e professores após as ocupações

O ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, assume a Educação

O ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, assume a Educação

A chegada do desembargador José Renato Nalini à Secretaria da Educação indica que os rumos da política educacional do Estado não devem sofrer grandes mudanças, mas as relações podem ter uma guinada de postura. Nalini cumpre o objetivo dentro do governo de tentar criar pontes de diálogo com estudantes e professores após as ocupações. Sem experiência e conhecimento aprofundado da complexidade da educação básica, projetos importantes, como a própria retomada da reorganização da rede neste ano, devem ser tocados pelo corpo técnico e político que já atua na secretaria. 

No governo, a avaliação é de que era necessário um perfil que conseguisse transmitir uma disposição ao diálogo. O grupo de educadores ligados historicamente ao PSDB, como Rose Neubeuer, não chegou a ser cogitado. Apoiada pelo secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, e pelo secretário municipal da Educação, Gabriel Chalita, a indicação de Nalini surgiu logo após a saída de Voorwald. Geraldo Alckmin preferiu esperar se teria outras opções, até buscou nomes mais à esquerda. O cargo passou a ser disputado no governo e por partidos aliados - a pasta tem orçamento anual de R$ 27 bilhões.

Quase 50 dias depois, Nalini acabou se consolidando como a melhor opção. Ele ganhou a preferência de Alckmin por ser visto como um homem de diálogo fácil e diplomático. Na visão de analistas e Palácio dos Bandeirantes, a melhora dessa relação nunca foi tão essencial quanto agora.

O movimento de invasões mostrou força. Após anunciar um projeto sem que houvesse discussões com as comunidades escolares, o governo foi surpreendido com um movimento de ocupações que chegou a quase 200 escolas. O tema transformou-se no maior desgaste político da gestão tucana. Depois de meses insistindo com o projeto, o governo se viu obrigado a suspendê-lo.

O governo promete reativar o debate. Neste ano, a campanha salarial dos professores ainda deve ser reforçada, uma vez que não houve reajuste no ano passado.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EducaçãoX