Cartas foram marco inicial no Ensino a Distância

'Estado’ publicou primeiro anúncio de ensino por correspondência em 1909; na década de 40, difusão por rádio e TV deu novo impulso

Rose Saconi, Acervo Estadão

30 Julho 2013 | 12h26

 

Até o fim do século 20, eram poucas as instituições de ensino superior brasileiras que estavam envolvidas com educação a distância. Havia apenas programas de alfabetização, supletivos ou cursos de iniciação profissionalizante, oferecidos por correspondência ou por meio de programas de televisão e rádio. Era apenas um recurso utilizado para a superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional ou a atualização de conhecimentos.

Os anúncios de cursos profissionalizantes por correspondência começaram a aparecer nas páginas dos classificados do Estado em 1909.

Nos anos 1940, com a popularização do rádio e dos eletrodomésticos, se difundiram os cursos de eletrônica e rádio por meio das chamadas "cartas-aula".

Quem já leu revistas de variedades ou quadrinhos conhece bem os nomes: Instituto Universal Brasileiro e Instituto Monitor, os pioneiros dos cursos por correspondência. "Agora é muito fácil estudar! Falta de tempo, dificuldade de transporte, idade... Todos esses obstáculos estão vencidos pelo ensino de correspondência", diziam os anúncios da época.

A oferta de cursos técnicos a distância nas áreas jurídica, de contabilidade e finanças começou na década de 1970. O principal meio de comunicação entre o estudante e o professor era geralmente um guia de estudo ou outros materiais impressos, que traziam exercícios variados.

Esses cursos por correspondência começaram a ganhar um pouco mais de sofisticação na década de 1980, quando algumas instituições já ofereciam, além do conteúdo impresso, fitas de áudio e vídeo e possibilidade de interação por telefone para solução de dúvidas, além de outros materiais didáticos complementares.

Outro exemplo bem-sucedido de educação a distância foi o da Teleducação, ensino via televisão. A primeira aula do Telecurso 2.º grau, promovido pela Fundação Padre Anchieta, em parceria com a Rede Globo, foi realizada no dia 16 de janeiro de 1978, com transmissão apenas para o Estado de São Paulo. Posteriormente, foi ampliada para as demais cidades.

Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) reconheceu a educação a distância e esta modalidade de ensino passou a ganhar espaço em todos os níveis de ensino, principalmente superior e especialização.

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