Candidatos começam a deixar locais de prova da Fuvest

Eles responderam a 90 questões objetivas; 'Estadão.edu' fará correção ao vivo do exame

Estadão.edu,

25 Novembro 2012 | 16h36

SÃO PAULO - A primeira fase da Fuvest só termina às 18h, mas os candidatos podiam deixar os locais de prova a partir das 16h. O exame começou às 13h (horário de Brasília).

 

Segundo a estudante Letícia Silva Santos, de 17 anos, as questões de matemática sobre porcentagem e as de física sobre eletrônica foram as mais difíceis. Na parte de língua portuguesa, os livros cobrados foram Memórias de um Sargento de Milícias, Vidas Secas e Til.

 

Império Romano foi um dos assuntos abordados em história e cálculo estequiométrico, em química. Em biologia, a Fuvest perguntou sobre reino animal. Para Letícia, que presta o exame como treineira de Exatas e fez a prova na FEA-USP, na Cidade Universitária, os textos de inglês também estavam complicados. "Quem não sabe a língua não deve ter conseguido responder", disse. Um dos textos abordava a migração das campanhas publicitárias da TV para a internet. O outro falava do livro de um escritor que ensina as pessoas a lidar com as frustrações da vida em vez de recorrer ao consumismo.

 

Segundo a candidata de Psicologia Bruna Salles, de 19, os enunciados da prova estavam bem elaborados. "Eles não eram muito longos. Mesmo assim, eram cansativos."

 

 

Gabriela Khoriati, de 17, saiu confiante. “A prova foi mais fácil que eu imaginava”, afirmou. Para ela, que busca vaga em Letras, a parte de Exatas foi a mais complicada do exame e as questões de inglês exigiram muita interpretação de texto. “Quem não compreende a língua deve ter se dado mal.”

 

Felipe do Nascimento Talheiros, de 27, tenta vaga no curso de Física. Ele já passou no vestibular da Fuvest para Medicina em 2006, depois de 3 anos de cursinho. No segundo semestre, desistiu do curso e foi viajar. Felipe achou a prova parecida com a da Unicamp. Em matemática, havia muitas questões de geometria, e em história, exercícios sobre comunismo e revolução protestante.

 

A assistente de vendas Fabiana Cristina Ferreira, de 29, estudou no cursinho da Faculdade de Psicologia da USP e tenta uma vaga em Letras. Ela já é formada em História pela Uniban, mas não trabalha na área. Para Fabiana, a prova foi fácil, exceto pela parte de química. “Não sei nem dizer o que caiu”, conta. Em geografia, caiu uma questão sobre a crise econômica na Grécia, assunto recorrente nos noticiários. Fabiana, que afirma estar confiante com seu desempenho, conta que seu desejo é trabalhar como revisora de textos.

 

Mais de 159 mil estudantes se inscreveram na Fuvest. Por volta das 15h, a diretora executiva da fundação, Maria Thereza Fraga Rocco, disse que a prova ocorria "da maneira mais tranquila possível". Para ela, o índice de abstenção não deve ultrapassar 10% e os cursos de Medicina e Engenharia são os mais concorridos porque estão em alta no mercado.

 

A Fuvest selecionará 10.982 alunos para a USP e outros 100 para o curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Também fazem a prova 21,5 mil treineiros, que não vão terminar o ensino médio neste ano e, portanto, não concorrem às vagas.

 

A prova de primeira fase tem 90 questões de múltipla escolha sobre as matérias do núcleo comum do ensino médio: língua portuguesa, língua inglesa, matemática, geografia, história, física, química e biologia. Alguns testes são interdisciplinares.

 

Correção

 

O Estadão.edu vai transmitir a correção ao vivo do exame a partir das 18h45, no site www.estadao.com.br/aovivo. Dez professores do Cursinho da Poli farão a análise das questões no estúdio da TV Estadão. Na mesma página será possível conferir o gabarito oficial do vestibular, que deve ser divulgado por volta das 19h30.

 

Os vestibulandos podem enviar dúvidas pelo Facebook (www.facebook.com/estadao.edu) ou pelo Twitter (www.twitter.com/estadaoedu), postando mensagens com a hashtag #EduFuvest.

Mais conteúdo sobre:
Fuvest Vestibular

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.