Bancos vão financiar 6,5 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras

Febraban investirá US$ 180,8 milhões e passará a acompanhar programa em comissão

Agência Brasil,

21 Setembro 2012 | 09h09

Bancos vão financiar 6,5 mil bolsas de estudo do Programa Ciência sem Fronteiras nos próximos quatro anos. O investimento totalizará US$ 180,8 milhões, sendo que a primeira parcela, de 10%, será desembolsada já na semana que vem pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

Acordo para a doação foi assinado nesta sexta-feira, 21, pelos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a Febraban. Participarão do aporte financeiro 21 bancos.

 

O presidente da Febraban, Murilo Portugal, negou que a entidade tenha interesse em obter vantagem direta para o setor bancário e disse que a participação no projeto tem o objetivo de ajudar o Brasil na qualificação profissional. “Por isso, nossas prioridades serão as que o governo definir, assim como as modalidades. É muito importante para o Brasil aumentar a qualificação profissional e a inovação nas áreas do Programa Ciência sem Fronteiras”, observou Portugal. Ele admitiu, no entanto, que o programa pode ter impacto indireto para os bancos.

 

Já o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a obrigatoriedade do retorno ao País para os estudantes que participam do programa. Ele explicou que quem obtiver notas superiores a 600 no Enem pode solicitar a bolsa do Ciência sem Fronteiras já na hora em que ingressar na universidade. “Esses alunos não serão obrigados a atuar nas áreas de qualificação, mas têm o compromisso de voltar ao Brasil. O que tem acontecido é que alguns desses alunos vão para as universidades, ficam nove meses fazendo estágio ali e depois mais três meses nas empresas, que tem tido muita satisfação porque esses são os melhores alunos do Brasil.”

 

O repasse dos recursos que serão doados pelos bancos será feito gradualmente, sendo 22% em 2013, 30% em 2014 e 38% em 2015. A Febraban passará a ser membro permanente do Comitê de Acompanhamento e Assessoramento, responsável pela coordenação do programa. Participam do comitê representantes do governo federal e de outras entidades do setor privado que contribuem para o projeto.

 

O programa oferece bolsas de estudo para cursos nas áreas de Engenharia, Tecnologia da Informação, Ciências Exatas, Ciências Biomédicas, Energias Renováveis, Tecnologia Mineral e Nuclear, Biodiversidade, Bioprospecção, Ciências do Mar, Transição para a Economia Verde, Nanotecnologia, Biotecnologia, Fármacos, Tecnologia de Prevenção de Desastres Naturais, Tecnologia Aeroespacial e Produção Agrícola Sustentável.

 

O Ciência sem Fronteiras é desenvolvido em conjunto pelos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). O programa prevê o financiamento de um total de 101 mil bolsas para promover intercâmbio, em quatro anos, de alunos de graduação e pós-graduação. Dessas, 75 mil serão financiadas pelo governo federal e 26 mil com recursos privados.

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