Atrasados ficam presos no trânsito em SP

Portões fecharam mais tarde em alguns locais; em Ribeirão Preto, chuva também atrapalhou

Bárbara Ferreira Santos e Rene Moreira, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2014 | 02h02

O trânsito intenso perto dos locais de prova prejudicou vários candidatos que fizeram a primeira fase da Fuvest na capital e no interior, na tarde de ontem. Na Unip Paraíso, na zona sul de São Paulo, e na Unaerp, principal local de prova de Ribeirão Preto, o tempo de tolerância para a entrada de estudantes foi maior. Isso não impediu alguns atrasos.

Helena Gusmão, de 25 anos, ficou para fora da Unip Paraíso, com a mala de viagem, apesar do minuto de tolerância depois das 13 horas, limite para o fechamento dos portões. Única atrasada na unidade, ela veio de Curitiba para o exame. "A culpa foi minha mesmo. Peguei o ônibus muito tarde", contou ela, que saiu às 6h20 do Paraná. Já formada em Engenharia de Produção, Helena queria cursar Administração na USP.

Já outros fizeram questão de chegar cedo para evitar contratempos. Apesar de ser treineira, Michaela Weber, de 16 anos, estava de prontidão no local às 12 horas. "Vim de metrô e moro perto. Não tem a pressão, mas não pode perder a prova", disse.

Na Unaerp, em Ribeirão Preto, o congestionamento foi agravado pela chuva e por um jogo de futebol no estádio do Santa Cruz, perto do local. Pelas dificuldades, os portões fecharam só às 13h10, e uma candidata ainda conseguiu entrar no minuto seguinte. Apesar da prorrogação, outra atrasada, que faria a prova como treino, chegou minutos depois e ficou de fora.

Segundo a Fuvest, até as 20h20, não houve ocorrências durante a realização da prova. Em São Carlos, informou a organização, houve o caso de um aluno que fingiu passar mal para sair antes do horário do local de prova. Quando os pais e o atendimento médico foram chamados, diz a Fuvest, ele afirmou que já havia se recuperado.

Lugar errado. A confusão com os locais de prova também fez alunos perderem o exame. Na Escola Politécnica, no câmpus Butantã da USP, na zona oeste, uma jovem, que não quis se identificar, errou o local e deveria ter ido para outro prédio da USP.

"Ela viu a página (da Fuvest na internet) errada", explicou Alice Zinneck, de 22 anos, amiga que acompanhava a candidata retardatária. Por engano, a vestibulanda viu e anotou o local de prova do ano passado.

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