‘Atividades têm de fazer sentido’, diz educadora

Maria Letícia Nascimento, da USP, critica os pais que se aproveitam das inúmeras ofertas de cursos extras oferecidos pelas escolinhas

Isis Brum, Jornal da Tarde

05 Dezembro 2010 | 15h30

Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura, Estudos e  Pesquisas do Brincar e da Educação Infantil, da PUC-SP, diz que as crianças aprendem pela experiência. “A brincadeira é a melhor forma de fazê-las aprender”,  diz.

 

“O aprendizado tem de ter significado para as crianças”, defende Maria Ângela. “Não adianta levar os pequenos para grandes distâncias, que eles se cansam”, afirma.

 

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Para ela, a melhor solução sobre a importância das atividades extracurriculares passa por uma discussão entre a escola e os pais. E deixa um alerta sobre as que cobram ingressos para passeios: há lugares cujas atividades são gratuitas e o professor manda a cobrança pela agenda, junto com o ônibus e o lanche.

 

A educadora Maria Letícia Nascimento, da Faculdade de Educação da USP, também argumenta que os passeios fora de sala de aula devem ter significado para os pequenos. Independentemente do valor desembolsado, Letícia critica os pais que se aproveitam das inúmeras ofertas de cursos extras oferecidos pelas escolinhas.

 

“O pai trabalha e coloca a criança em todas as atividades extras para mantê-la ocupada, e nem sempre ela está interessada”, opina. “Mas é importante que elas tenham experiências fora da sala de aula e que saiam da rotina. Só não devem fazer o que não têm vontade”, orienta Letícia.

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