Assessores haviam desaconselhado punição

Expulsão teria partido diretamente do reitor, Heitor Pinto Filho

10 Novembro 2009 | 11h06

Apesar de a expulsão ter sido atribuída pela Uniban ao conselho superior da unidade, ela teria partido diretamente do reitor, Heitor Pinto Filho, descrito por funcionários como um administrador centralizador que, com frequência, ignora sugestões dos seus conselheiros.   Segundo pessoas que participaram das discussões sobre o futuro de Geisy Arruda, Pinto Filho rechaçou com irritação a sugestão das áreas de comunicação e publicidade da universidade para manter a aluna e realizar seminários sobre cidadania. Ontem, porém, o dirigente recuou, avaliando que teria ocorrido grande prejuízo à imagem da instituição. Ele não concedeu entrevista.   Figura controversa no meio universitário em razão do perfil pouco acadêmico e mais voltado aos negócios, o reitor é descrito como uma pessoa "intempestiva", cujas decisões variam segundo o humor. Reservado, fica isolado na sala, não dá aulas na universidade e não usa o computador.   Na ditadura, foi militante da Arena. Graduou-se em Direito na PUC-SP e, antes de concluir o curso, comprou escolas da região que foram o embrião da Uniban. Em 2002, foi candidato a vice-governador de SP na chapa do hoje deputado federal Paulo Maluf. O reitor, de 63 anos, é pai de duas mulheres, do primeiro casamento, e de trigêmeos, de uma segunda união.

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