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Educação

Geraldo Alckmin

Após protestos, Alckmin recorre a youtubers para defender reorganização

José Renato Nalini, secretário da Educação, disse buscar formas de se aproximar e dialogar com os estudantes sobre a proposta

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Isabela Palhares,
O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2016 | 16h48

SÃO PAULO - Depois de uma série de protestos contra a reorganização escolar, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) vai recorrer a youtubers para defender a proposta de transformar as escolas da rede estadual de ensino em ciclo único (com apenas ensino fundamental 1, 2 ou médio). De acordo com o secretário da Educação, José Renato Nalini, a pasta busca forma de se aproximar e dialogar com os estudantes. 

"Nós vamos estabelecer um diálogo, estamos contratando jovens youtubers para que nos ajudem também a transmitir a ideia (da reorganização) e para chamar a juventude a participar do debate", disse Nalini, nesta quinta-feira, 4, durante a a divulgação dos resultados de desempenho da educação paulista.

A proposta da reorganização, anunciada no ano passado, previa o fechamento de 93 prédios e a transformação de 754 escolas em unidades de ciclo único. Os estudantes foram contrários à medida e ocuparam quase 200 escolas em todo o Estado. Com as manifestações crescentes, Alckmin suspendeu o projeto para que fosse discutido em 2016. 

Além da suspensão da medida, Alckmin também demitiu o então secretário, Herman Voorwald. Nalini assumiu a pasta no último dia 28, com a promessa de "transparência e diálogo" com os estudantes. "O diálogo com os estudantes já começou e vai ser intensificado. Nós vamos recorrer principalmente àqueles que falam a linguagem dos jovens, vamos aproveitar essa mobilização (dos estudantes contra a reorganização)", disse Nalini. 

Ele também informou que a secretaria vai promover eleições unificadas para fortalecer os grêmios estudantis das escolas e, assim, garantir uma maior participação dos alunos. "Estabelecendo assim que o grêmio estudantil não deve ser só fundado, mas ser um organismo que realmente participa da gestão democrática. Vamos chamar também os conselhos de educação e as associações de pais e mestres para para participar".

O secretário defendeu a reorganização e disse que a proposta parece uma "ideia sensata". 

 

 

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