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ALEX SILVA /ESTADAO

Após polêmica com Holiday, secretário de Doria é alvo de ataques do MBL

Líder do grupo defendeu vistorias em escolas de São Paulo feitas pelo vereador Fernando Holiday e disse que Alexandre Schneider é um 'poste' do ex-prefeito Gilberto Kassab

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Fabio Leite ,
O Estado de S. Paulo

05 Abril 2017 | 21h52

SÃO PAULO - Após criticar as visitas feitas pelo vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), de 20 anos, a escolas municipais de São Paulo para verificar se há "doutrinação ideológica" nas salas de aulas, o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, de 47 anos, foi alvo nesta quarta-feira, 5, de ataques nas redes sociais do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo ao qual o parlamentar pertence e apoiador do prefeito da capital, João Doria (PSDB).

"Ele (Scheneider) foi secretário de Educação na gestão do Kassab e está lá (secretaria) até hoje porque é um poste do Kassab. Não está porque é competente, não está porque tem formação para isso, não está porque é responsável para cuidar da educação, não está por mérito próprio, está por indicação política, conchavo político, e acha que tem moral para falar sobre educação", disse Kim Kataguiri, de 21 anos, coordenador do MBL, em vídeo publicado na tarde desta quarta-feira na página do grupo no Facebook.

Schneider havia usado sua página no Facebook na terça-feira, 4, para criticar a conduta de Holiday, que publicou vídeo na rede social dizendo que estava visitando as unidades de ensino da Prefeitura para "fiscalizar a estrutura das escolas" e "se está havendo algum tipo de doutrinação ideológica" por parte de professores. O secretário rebateu dizendo que Holiday "exacerbou suas funções e não pode usar de seu mandato para intimidar professores".

Nesta quarta-feira, após as críticas feitas pelo MBL, Schneider se manifestou novamente dizendo que "o que deveria ser uma discussão democrática sobre educação descambou para uma série de ofensas pessoais a meu respeito". O secretário contou ter recebido uma ligação de Holiday negando que tenha intimidado professores em suas visitas e dizendo que havia se sentido ofendido com as críticas do secretário.

"Queixou-se por eu não ter entrado em contato com ele antes de escrever o texto. E concordou em retirar de suas redes e das do MBL uma série de acusações infundadas sobre mim. Temos visões diferentes, o que não nos impede de dialogar. Diálogo necessariamente pautado pelos princípios da tolerância, pluralismo e da liberdade de expressão. Combinamos uma conversa na Secretaria", concluiu Schneider. O vídeo e fotos com conteúdos criticando o secretário foram mantidos na página do MBL.

Também em sua página, Holiday disse que vai continuar "fiscalizando" as escolas municipais e criticou Schneider dizendo que ele defende sindicatos e organizações de esquerda que usam as unidades de ensino para doutrinar alunos. "Infelzimente, aqui em São Paulo, ainda tivemos o secretário de Educação, Alexandre Schenider, se aliando a esses sindicatos, a essas entidades, que estão mentindo sobre tudo o que está acontecendo, porque eles sabem que é na escola o principal núcleo de formação de militância deles". 

A reportagem não conseguiu contato com Schneirder nem com Holiday na noite desta quarta-feira.

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