Marcos Santos/USP Imagens
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Análise: Cursos de pós pagos podem ajudar no orçamento das universidades

'Especializações se destinam exclusivamente ao aperfeiçoamento profissional de quem, na maioria dos casos, já está no mercado'

Helena Nader *, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2017 | 21h54

Defendo a cobrança nos cursos de pós-graduação lato sensu, especialização e MBA, porque se destinam exclusivamente ao aperfeiçoamento profissional de quem, na maioria dos casos, já está no mercado. São modalidades de cursos que não estão entre os fins precípuos da universidade pública. A graduação e a pós stricto sensu devem seguir gratuitos.

A graduação está em linha com o ensino fundamental e médio. Significa a conclusão da formação do cidadão e a oferta de profissionais à sociedade. Já a pós, por mais que seja projeto pessoal, trata-se de formação atrelada à política científica do País. Esses cursos podem incrementar o currículo, mas não são imprescindíveis nem podem ser obrigatórios. Às vezes, as empresas pagam esses cursos a seus funcionários.

Os recursos devem ser voltados a graduação e pós, considerando a escassez de verba e as prioridades. A instituição que concentra a maior e melhor qualificação está abrindo mão da especialização, deixando para o setor privado. Esses cursos não enriquecem as universidades, mas contribuem com o orçamento. São iniciativas de departamentos ou núcleos de pesquisa, que, com a receita, fazem melhorias, especialmente na graduação.

É PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA E PROFESSORA DA UNIFESP

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