Alunos marcham para DP onde colegas estão detidos

Sindicato reclama de não ter tido acesso a perícia; professor compara USP à Palestina

Carlos Lordelo e Cedê Silva, do Estadão.edu,

08 Novembro 2011 | 12h35

 Cerca de 150 estudantes iniciaram no começo desta tarde uma manifestação em frente ao 91º Distrito Policial, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. Eles protestam contra a ação da PM no câmpus.

“A USP foi transformada numa Palestina e deu mais um passo na escalada da violência”, afirmou o professor da ECA Luiz Renato Martins. Ele participou de um protesto realizado no câmpus por alunos contra a operação da PM que retirou invasores do prédio da reitoria.

Apesar de a manifestação ter crescido em número, com cerca de 400 estudantes reunidos perto da reitoria, a situação ficou mais tranquila à tarde. Em lugar de discursos e carro de som, os alunos ficaram sentados no chão, dispersos em pequenos grupos.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) Marcelo Pablito aproveitou a presença da imprensa para criticar a suposta má-fé da reitoria no processo de desocupação do prédio. “Nenhum membro da comissão de negociação foi chamado para acompanhar a vistoria da Polícia Científica, o que demonstra a intenção da reitoria de punir os estudantes.”

Pablito também reclamou das condições a que estão sendo submetidos os alunos detidos. “Eles ainda estão em ônibus, com todo esse calor”, disse. “Há mulheres grávidas no grupo.”

No 91º DP, outro diretor do Sintusp, Magno de Carvalho, defendeu a revogação do convênio que permite à PM policiar o câmpus. “Tenho muito mais medo da polícia do que de assaltantes. A polícia são os bandidos de farda”, disse. “Tem uma quadrilha especializada em roubar o patrimônio da USP, recentemente levaram vários computadores de uma unidade. Mas disso ninguém fala.”

* Atualizado às 13h14 para incluir o (novo) primeiro parágrafo

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