Alunos festejam novo modelo de cálculo da nota da Fuvest

Para candidatos, novas regras do vestibular vão diferenciar os alunos que passam raspando para a segunda fase dos que realmente sabem mais

Carlos Lordelo e Felipe Mortara, Estadão.edu

02 Junho 2011 | 20h00

Para candidatos do vestibular da Fuvest, as mudanças no processo seletivo anunciadas nesta quinta-feira vão tornar a USP mais seletiva. "Acho que eles só estão buscando os melhores", diz Giovanni Guilherme de Medeiros Magliano Filho, de 18 anos, que faz cursinho pelo segundo ano e tentará uma vaga em Engenharia. "Minha única queixa é que poderiam ter decidido e anunciado antes."

 

Já o vestibulando de Direito Vinicius Marques de Sá, de 18, crê que as mudanças nem sempre implicam melhora do nível dos ingressantes na USP. “Estão querendo subir a nota para dar a impressão de que a USP está mais seletiva. No ano passado, fizeram a prova mais difícil para tentar aprovar os melhores, mas a nota de corte de todos caiu.”

 

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O aluno do Bandeirantes Marcelo Bonassa, de 16, também candidato de Direito, comemorou as alterações, principalmente as na primeira fase. “Vão diferenciar os alunos que passam raspando para a segunda fase dos que realmente sabem mais.”

 

Letícia Tinagero Hyppolito, de 18, aluna do Objetivo e candidata a uma vaga em Medicina, diz que quase todas as medidas foram bem-vindas. “Vão beneficiar o aluno, exceto o fato de convocar de 2 a 3 candidatos para a segunda fase. Isso vai limitar muito o número de alunos que concorrerão às vagas.”

 

Por sua vez, Felipe Gazzola, de 20, aluno do Etapa que pleiteia vaga em Engenharia Elétrica, está mais receoso. “Por um lado é bom, pois recompensa quem tira nota boa na primeira fase. Só que fica complicado para quem passou próximo da nota de corte”, conta ele, que na última edição da Fuvest não foi para a segunda etapa por poucos pontos.

 

Denis Ferreira, de 22, aluno do Cursinho da Poli, vai prestar para História pela terceira vez. “No meu caso não interfere tanto, pois me preparei para ir bem e não apenas passar para a segunda fase. Beneficia quem estuda muito e prejudica quem estuda só o suficiente para a nota de corte”, opina. Sobre a redução de 20 para 16 questões na prova do segundo dia da segunda fase, Denis mostra-se receoso. “Se o número diminui, o grau de dificuldade deve aumentar. As questões deverão ser mais bem elaboradas, exigindo um candidato mais flexível”, acredita.

 

Veterano na Fuvest, César Augusto Tadeu Mamede de Souza, de 19, acredita que as mudanças vão pesar mais para os candidatos de "cursos menos competitivos", pois eles "terão uma nota de corte maior na primeira fase", diz o candidato a Engenharia pela segunda vez. / COLABOROU FELIPE ODA, DO JORNAL DA TARDE

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