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Alunos do Rio farão avaliação internacional não cognitiva

Objetivo é entender de que forma habilidades como disciplina, responsabilidade e autonomia influenciam no aprendizado

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Bárbara Ferreira Santos ,
CURITIBA / ENVIADA ESPECIAL

07 Agosto 2013 | 15h38

Cerca de 55 mil estudantes das redes municipal e estadual de ensino do Rio de Janeiro participarão neste ano da primeira prova em larga escala para avaliar aspectos não cognitivos do aprendizado. O teste será aplicado  em setembro e será realizado pelo Instituto Ayrton Senna, em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Será uma espécie de Pisa (avaliação internacional de português, matemática e ciências) não cognitiva.

O objetivo é entender que habilidades influenciam no aprendizado, como  participação, sociabilização, ética, disciplina e responsabilidade, pensamento crítico e autonomia. A prova será aplicada para alunos do 5.º, 6.º e 9.º ano do ensino fundamental e o 1.º e 3.º do ensino médio. 

"A função das atividades não cognitivas é que elas são aliados no processo de aprendizagem. Considerando que elas são importantes e que tem no mínimo tanta importância quanto as habilidades cognitivas para o sucesso escolar, é importante sabermos medi-las para contar com elas na tarefa de ensinar. Para isso, estamos desenvolvendo esse instrumento de mensuração", afirmou Viviane Senna, do Instituto Ayrton Senna, durante o Sala Mundo, evento internacional de educação que acaba nesta quarta-feira em Curitiba. 

Serão aplicados 8 instrumentos de avaliação e a proposta é chegar a apenas uma prova, que possa ser aplicada em todo o mundo. Já foram feitos três pré-testes no início deste ano.

As provas não cognitivas serão comparadas com as cognitivas (avaliações normais das escolas) e aspectos socioeconômicos para entender como os alunos aprendem e que fatores influenciam diretamente na qualidade de ensino. O relatório será entregue às secretarias municipal e estadual como contrapartida por usar os dois sistemas de ensino. 

Um segundo relatório será elaborado com a OCDE para aplicar a prova em diversos países. No começo do ano que vem um encontro com ministros de países membros da OCDE será realizado, em 25 e 24 de março de 2014, e os resultados serão apresentados para que a prova possa ser replicada em outros países.

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