Alunos da USP fazem passeata pela Avenida Paulista nesta 5.ª

Após caminhada, estudantes em greve vão se concentrar no vão livre do Masp para uma 'aula de democracia'

Estadão.edu

24 Novembro 2011 | 03h36

SÃO PAULO - Os estudantes da USP que decidiram ontem manter a greve vão sair em passeata pela Avenida Paulista nesta quinta-feira, 24. Acompanhados de representantes de movimentos sociais, os alunos se concentram a partir das 14h na Praça Oswaldo Cruz, na região central. De lá, eles devem marchar até o Masp.

 

No vão livre do museu, os estudantes alunos dizem que vão promover uma "aula de democracia". "Lá mostraremos ao governador Geraldo Alckmin que, se há alguém precisando de aulas de democracia, esse alguém é ele", afirma o convite para o evento no Facebook.

 

No dia da desocupação da reitoria por policiais militares, Alckmin falou que alguns alunos da USP precisavam de uma "aula de democracia".

 

Pautas

 

Os estudantes aprovaram a manutenção da greve em assembleia realizada ontem à noite na Escola Politécnica (Poli), no câmpus do Butantã, zona oeste da capital. Parte dos alunos paralisou as atividades desde o dia 8 em resposta à ação da Polícia Militar para cumprir ordem judicial de reintegração de posse do prédio da reitoria, na Cidade Universitária. O edifício-sede havia sido ocupado por manifestantes contrários à presença da PM no câmpus.

 

Os sindicatos dos professores e dos funcionários da universidade não aderiram à greve estudantil.

 

Ontem também foi decidido que os alunos vão fazer um protesto em frente à Assembleia Legislativa (Alesp) na segunda-feira, 28, quando está prevista uma audiência pública com o reitor da USP, João Grandino Rodas. Os estudantes em greve pedem que ele renuncie ao cargo e a formação de uma "estatuinte soberana" imediata.

 

O movimento também quer a saída da PM do câmpus e a revogação do convênio entre reitoria e Secretaria de Segurança Pública que intensificou o policiamento na Cidade Universitária. Na assembleia de ontem, foi deliberado que o eixo político "Por um plano alternativo de segurança" seja incorporado a essa causa.

 

Por decisão da assembleia, a calourada unificada de 2012 será organizada pelo comando de greve.

 

Os alunos pedem ainda a retirada de processos contra os chamados "presos políticos" - 72 pessoas detidas pela polícia na ação de reintegração de posse da reitoria. A próxima assembleia será realizada na quarta-feira, 30, na Escola de Comunicação e Artes (ECA).

 

A crise na USP começou depois que três alunos da Geografia foram abordados por policiais porque estavam com maconha. Colegas tentaram impedir que os estudantes fossem levados à delegacia e houve confronto. Em protesto contra a ação da PM, um grupo de alunos resolveu invadir o prédio administrativo da FFLCH, depois desocupado para a invasão da reitoria.

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