Alunos da USP entram em greve com servidores e professores

A paralisação começa na próxima terça-feira, dia 27

O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 20h33

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram por volta das 20h desta quarta-feira, dia 21, adesão à greve de servidores e docentes. A paralisação começa na próxima terça-feira, 27.

O movimento dos estudantes foi aprovado em votação liderada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade, realizada no prédio da História, na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. Os alunos já marcaram nova assembleia para a próxima quarta, dia 28. Em apoio à greve de motoristas e cobradores, os alunos seguem agora em marcha até o Metrô Butantã.

A greve é motivada pela decisão das universidades estaduais de São Paulo de congelar os salários por causa da crise financeira que vive as instituições. Além de se solidarizar com a pauta dos servidores e professores, os estudantes ainda criticam os cortes realizados na USP e a indefinação da crise na USP Leste - interditada desde o começo do ano.

A USP vive uma crise financeira e gasta mais de 100% de seu orçamento com pagamento de salários. Antes de anunciar, em conjunto com Unesp e Unicamp, o congelamento de salários, a USP já havia cortado 30% de todos os gastos de custeio e investimento. Os níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento estão em 95,42% na Unesp e 97,33% na Unicamp.

Outras estaduais. Os servidores das três universidades estão em paralisação nesta quarta-feira, 21. De acordo com a assessoria de imprensa da Unesp, trabalhadores de 13 dos 34 câmpus fizeram paralisação parcial nesta quarta.

Já há um indicativo de greve em 15 unidades das 34 câmpus da Unesp, sendo que em duas professores e funcionários já cruzararam os braços por tempo indeterminado - Instituto de Artes de São Paulo e Sorocaba. Professores e funcionários da universidade já haviam aprovado o indicativo de greve caso não houvesse avanço nas negociações com o Cruesp e farão assembleias setoriais durante o resto da semana. A Unicamp deve definir ainda nesta quarta se param as atividades.

Na próxima terça-feira, 27, os servidores da Unesp também planejam fazer um protesto em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul da capital, contra o congelamento de salários. Na mesma data, uma comissão da Casa discutirá a crise nas universidades estaduais.

 

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