JF Diório/Estadão
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Alunos conciliam estudo e descanso a poucos dias do Enem

Ainda dá tempo de rever conteúdo, mas especialistas pedem pausa na sexta-feira; 8,7 milhões vão fazer provas no sábado e domingo

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

04 Novembro 2014 | 22h23

SÃO PAULO - Os cerca de 8,7 milhões de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm mais três dias para se preparar para as provas, que ocorrem neste fim de semana. Segundo professores e especialistas, ainda dá tempo de estudar, mas o foco dos alunos deve ser fazer exercícios simulados e reservar a sexta-feira para descansar. 

Os estudantes vão enfrentar uma maratona. São dez horas de exame, 180 questões e uma redação. Nenhuma outra prova que seleciona alunos para universidades é tão grande e trabalhosa. “Já é um guerreiro quem consegue fazer a prova. Por isso é importante trabalhar o lado psicológico”, diz a coordenadora educacional do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi.

A orientação, segundo Alessandra, é evitar revisões aprofundadas, se dedicar à resolução de questões no modelo do Enem e descansar na sexta-feira. “Tem de treinar o tempo de fazer a questão, que traz tranquilidade”, afirma. A média de tempo para resolução de cada questão é de três minutos - e uma hora para fazer a redação, que é exigida no domingo. “E precisa se acostumar com as questões que trabalham habilidades e competências”, afirma Alessandra.

Muitas questões do Enem são mais interpretativas. A professora Cristiane Ferreira, do Colégio Ofélia Fonseca, explica que é importante revisar os exames dos anos anteriores. “É uma prova voltada para questões práticas de cidadania, com questões muito interdisciplinares. Compensa olhar o que já caiu”, diz. “Mas ficar preocupado no final pode ser pior.”

Preparação. No Colégio São Bento, do Rio, as aulas na sexta-feira são facultativas. O estudante Gustavo Henrique Medeiros, de 17 anos, pretende dormir até mais tarde. Mas, até lá, o esforço é total. “Vou continuar a fazer exercícios no modelo do Enem e tirar as dúvidas que vão surgindo”, diz ele, que tem uma bolsa do Instituto Ismart para estudar no São Bento por se destacar nos estudos. Medeiros quer uma vaga em Engenharia Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A vestibulanda Arielle de Oliveira, de 18 anos, diz estar nervosa. “Não tem como relaxar agora, estou revisando conteúdo e estudando oito horas por dia”, diz ela, que faz cursinho em São Paulo. Este é o segundo ano que Arielle faz o Enem para tentar uma vaga em Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Moro em Guarulhos, onde o curso é oferecido. Seria ótimo entrar.”

Na Escola Estadual Luís Magalhães de Araujo, no Jardim Angela, zona sul de São Paulo, os concluintes já fizeram simulado. Mas a professora de matemática Maria Consoladora da Silva exige mais. “Passei questões para eles treinarem. Falo para eles: ‘aluno meu não vai pagar faculdade, tem de ir bem no Enem’”, diz ela. Neste ano, as federais terão de reservar 25% do total das vagas para alunos de escolas públicas, com respeito aos porcentuais de negros e indígenas de cada Estado.

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