RAFAEL ARBEX/ ESTADÃO
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Alunos atrasados contam por que não conseguiram chegar a tempo no Enem

Carro quebrado, ônibus que não parou no ponto, confusão com o horário de verão estão entre as justificativas dos estudantes que se atrasaram neste domingo

José Maria Tomazela, Lauriberto Braga e Leonardo Augusto, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2017 | 14h49

Carro quebrado, ônibus que não parou no ponto, confusão com o horário de verão estão entre as justificativas dos estudantes que se atrasaram e não conseguiram fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo, 5.

O candidato Márcio Marcolino, de 38 anos, perdeu a prova do Enem ao chegar 30 segundos depois que os portões tinham fechado, na unidade da Universidade Paulista (Unip), em Sorocaba. Ele mora em Iperó, cidade próxima, e disse que o carro quebrou na estrada. 

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“Consegui ajuda para consertar o carro e fiz o possível, mas não deu”, queixou-se. Ele trabalha como autônomo e pretendia conseguir bolsa para um curso técnico. “Sempre precisei trabalhar e nunca tive muito tempo para o estudo, por isso só agora estou terminando o segundo grau.” 

Ele também esperava fazer a prova para dar dicas à filha de 17 anos, que fará o Enem no ano que vem. Marcolino disse que, por isso, quer fazer a prova do próximo domingo mesmo sem ter mais chances de ser aprovado. “Pelo menos vou saber como funciona e passo para ela.”

Em Belo Horizonte, a dona de casa Débora Isaías, de 50 anos, também por pouco não conseguiu entrar no câmpus do bairro Coração Eucarístico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), no noroeste da cidade.

Débora afirmou que teve problemas com o transporte até a PUC. "Dei sinal para o ônibus. Ele não parou. Fui para outro ponto. A linha não passava por lá. Peguei outro ônibus, mas não deu", disse. Seria a primeira vez que a dona de casa faria o Enem. Débora tinha o plano de cursar veterinária e mora na Floresta, Região Leste da capital.

Poucos participantes chegaram atrasados para o Enem na PUC de BH, um dos locais de provas com maior número de candidatos ao exame. O baixo número de estudantes que não chegaram a tempo frustrou Arthur Santana, 25 anos, que cursa administração e tem por hábito ficar próximo aos portões de pontos de prova para "zoar" os atrasados. "Pode parecer, mas não somos maus. Depois da brincadeira, levamos a pessoa para beber com a gente. Ela acaba relaxando", afirma Arthur.

Em Fortaleza, Jéssica Costa, de 22 anos, chegou cinco minutos atrasada. "Fiz confusão com o horário de verão", lamentou. Ela tentaria o Enem pela segunda vez. "Já faço faculdade de Medicina Veterinária, mas estava pensando em outra opção de curso, mas não deu. Fica para o próximo ano", afirmou.

Em todo o Brasil, mais de 6,7 milhões se inscreveram para a prova deste ano, que se divide entre este domingo e o próximo. Hoje os estudantes fazem a redação e as provas de Linguagens, Códigos e sua Tecnologia e Ciências Humanas e suas Tecnologias, com duração máxima de 5 horas e 30 minutos. No domingo seguinte, dia 12, será a vez dos participantes responderem a questões de Ciência da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com duração máxima de 4 horas e 30 minutos. 

 

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