Alckmin diz que SP precisa 'melhorar ainda muito' no Ideb

Já o governador do DF, Agnelo Queiroz , culpou antecessores por desempenho das escolas

Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo,

15 Agosto 2012 | 14h01

BRASÍLIA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira, 15, que pretende “melhorar ainda muito” o desempenho do Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Considerando a rede estadual, o Ideb paulista saltou de 3,6 para 3,9 no ensino médio, segundo melhor desempenho do País – primeira colocada, a rede pública de Santa Catarina tem Ideb igual a 4.

 

Nos últimos dois Ideb, a média nacional da rede pública no ensino médio manteve-se estagnada – 3,4.

 

“Toda a nossa prioridade será para o ensino médio, porque esse é o desafio mundial no mundo inteiro. São Paulo cresceu, éramos o quarto Estado no ranking, hoje somos segundo, só perdemos para Santa Catarina, que é um Estado menor”, afirmou Alckmin à reportagem, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.

 

O governador destacou como prioridade a formação de professores, a reestruturação curricular e a combinação de ensino médio com técnico para incrementar o desempenho no ensino médio.

 

Segundo Alckmin, as melhores escolas paulistas não entraram no Ideb. “Não entraram no ensino médio nossas melhores escolas, porque é o seguinte, o Centro Paula Sousa tem ensino médio, mas eles não participam, porque não são da Secretaria de Educação, são da Secretaria de Ciência e Tecnologia”, afirmou.

 

Questionado pelo Estado sobre o desempenho do Distrito Federal no Ideb, o governador Agnelo Queiroz (PT) diz que os dados dizem respeito a “um período de muito sofrimento”, em referência aos seus antecessores. A qualidade do ensino médio caiu no DF e em nove Estados, conforme aponta o Ideb 2011.

 

Em nota, a Secretaria de Educação do DF diz que o 3.º ano do ensino médio “é composto por alunos que durante os anos anteriores sofreram com a falta de investimentos, programas educacionais adequados e atenção pedagógica específica a essa faixa etária”.

 

De acordo com a secretaria, os investimentos no ensino médio saltaram de R$ 461,3 milhões para R$ 692,1 milhões entre 2011 e 2012.

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