A força da família

A força da família

Colégio Vital Brazil

26 Janeiro 2016 | 10h38

Embora ninguém discorde de que haja diferenças entre os papeis da escola e da família na formação da criança e do jovem, a pergunta dá a entender que escola e família agem em campos perfeitamente delimitados. É uma visão que dá margem a equívocos comuns, como, por exemplo, a ideia de que “boa educação” (no sentido de valores) se traz de casa, enquanto a escola tem que “passar conteúdo”.

Ou a ideia de que existem escolas “fortes em valores” e outras “fortes em ensino”, como se uma coisa excluísse a outra e à família coubesse apenas escolher entre dois modelos. Mesmo a percepção, um pouco mais sofisticada, de que a Escolarização é uma parte da Educação em sentido amplo, que teria como corresponsáveis escola, família e sociedade em geral, pressupõe delimitar espaços e etapas de um processo que é mais poroso e complexo.

A respeito das responsabilidades compartilhadas do processo educacional, se à escola cabe “escolarizar”, essa tarefa vai além do conteúdo curricular, ela abrange o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais e aproveita o ambiente escolar como campo privilegiado de socialização para exercitar valores como o respeito mútuo, a convivência ética e a cidadania crítica. Por outro lado, a educação doméstica inclui valores e hábitos que necessariamente influenciam a experiência escolar da criança e do jovem, para o bem ou para o mal.

familia escola vital


“Um pequeno exemplo de como isso é verdadeiro: é muito mais fácil promover no aluno a paixão pelo conhecimento e pelo ambiente acadêmico se, em casa, os pais praticam esses valores, demonstrando interesse pela vida escolar do filho, conversando com ele sobre seus aprendizados, respeitando-o e ajudando-o, quando necessário, em seu planejamento de estudos. Já comentários como ‘não precisa estudar tanto’, ‘esse colégio é rigoroso demais’, ou mesmo comentário nenhum sobre o assunto, certamente tornam o processo bem mais complicado”, explica Suely Nercessian Corradini, diretora pedagógica do Vital Brazil.

Fato é que um campo influencia e atua sobre o outro, e que o processo educacional será tão mais bem-sucedido quanto mais afinadas estiverem família e escola. Daí ser crucial que os pais façam uma escolha criteriosa antes de matricular os filhos – analisando a filosofia educacional, a proposta pedagógica, os valores e as regras estabelecidas pela instituição –, e que a escola, por sua vez, exponha tudo isso com clareza desde o início do relacionamento, para que estejam alinhadas as expectativas.

“Mas esse é só o primeiro passo. Se a participação dos pais na formação dos filhos é necessária e constante, deve ser constante também o diálogo com a escola. O que nos leva ao ponto sobre como e em que circunstâncias, em nosso entender, deve se dar esse diálogo. No Vital Brazil, buscamos promover espaços qualificados de interação com as famílias. Quando pais, mães e familiares dos alunos vêm ao Vital, há um propósito”, afirma a diretora.

Esse propósito pode ser o de refletir sobre o progresso, as conquistas e dificuldades dos alunos, e sobre a própria atuação do Colégio, como nas reuniões semestrais de pais ou sempre que as famílias julgarem necessário. É importante ressaltar que, além do departamento de Atendimento às Famílias, diretores, coordenadores e professores estão sempre abertos a receber, para conversas particulares, pais e mães em busca de esclarecimentos ou a fim de dividir observações sobre a vida escolar dos filhos.

Outro motivo de aproximação com os pais pode ser o de compartilhar os fundamentos pedagógicos por trás das atividades desenvolvidas pelos alunos e os resultados dessas atividades, como, por exemplo, nos Dias de Mural, que acontecem duas vezes por semestre; na Mostra Científico-Cultural, que acontece em outubro; ou, novidade iniciada em 2015, na Aula Aberta de Musicalização das turmas do Maternal ao 1º ano do Ensino Fundamental I.

O Vital Brazil também costuma convidar pais e familiares para assistir a palestras de especialistas em Educação cuja visão considera afinada e complementar à sua. E ainda há as ocasiões de pura confraternização, como a Festa Junina ou o Encontro das Famílias, tão importantes quanto os demais momentos de interação, por fortalecer a parceria e os laços afetivos necessários para que escola e família realizem, com sucesso, sua tarefa compartilhada: educar as crianças e os jovens.

“Jamais fecharíamos as portas ou os ouvidos para a contribuição de pais e mães na formação de nossos alunos. Porque sabemos que é impossível oferecer a força do ensino sem contar com a força da família”, finaliza Suely Corradini.