A afetividade no processo de ensino-aprendizagem

A afetividade no processo de ensino-aprendizagem

Colégio Vital Brazil

17 Agosto 2017 | 17h59

Considerando os aspectos afetivo-emocionais que tendem a interferir ou mesmo fazer parte do processo de aprendizagem e desenvolvimento cognitivo, deve-se ressaltar a afetividade como um ponto relevante e condicionante do desenvolvimento dos indivíduos, como afirma Alencar (2006 apud CARVALHO, 2006, p. 117): “A afetividade constitui, em cada estágio de desenvolvimento, um tipo de manifestação diferente, sobretudo em função das necessidades e possibilidades maturacionais da criança. Ao lado da inteligência e da motricidade, a afetividade vai tornando possível a evolução psíquica da criança, que ocorre por meio de uma interação contínua, formando pares que se alternam, contribuindo, assim, com o funcionamento do psiquismo como uma unidade”.

Nesse sentido, a escola tem um papel imprescindível na vida dos alunos, pois é um local de aprendizagem, de troca e, acima de tudo, de relações. É nesse espaço que os alunos trazem primeiro seus aspectos emocionais, às vezes notoriamente percebidos por meio do semblante, da postura, do olhar. Em outros momentos, os sentimentos não são tão nítidos, o que, dependendo da situação, interfere diretamente na aprendizagem, mas com a efetiva parceria entre escola e família, há como buscar soluções.

Onde há pessoas, há relacionamento e isto está diretamente ligado a afetividade. E o professor, assim como todos os envolvidos em uma escola, tem uma relação afetiva com as famílias e com os alunos.

No Colégio Vital Brazil, a acolhida começa no momento em que o aluno chega, com o sorriso, o bom dia ou boa tarde, funcionários prontos para recebê-los e encaminhá-los à sala de aula com o prazer de acompanhá-los. Esse acolhimento prossegue em sala de aula.

Na Educação Infantil, o contato direto e acolhedor é permanente, desde o olhar cauteloso, o cuidado, a escuta das histórias trazidas pelas crianças, até a execução de atividades que contribuem para a relação, como a literatura, as brincadeiras e os projetos.

Quando maiores, de 2º a 5º ano, estreitamos as relações de afetividade por meio dos temas de nosso Projeto Antibullying, rodas de conversa, acolhida individual, discussões sobre as notícias do mundo (Jornal Joca).

Dessa forma, a equipe pedagógica – coordenadores e professores – elabora estratégias de intervenção e/ou prevenção nas/das dificuldades de aprendizagem, estando atentos às relações interpessoais e aos estados afetivos dos sujeitos envolvidos. Alencar (2006 apud CARVALHO, 2006, p. 121) considera que “a escola, por ser um meio onde são possibilitadas essas tramas ou experiências diversas entre os parceiros e situações, acaba proporcionando situações e vivências essenciais para a construção do indivíduo como pessoa. É por meio dessas relações permeadas de afetividade, portanto, que essa construção se torna possível”.

Com isso, trabalhamos o aluno de forma integral, de modo que o Ensino Forte inicie com as relações desde o Maternal e com um corpo docente e de funcionários preparados e capacitados para as relações afetivo-emocionais.

Káthia Kobal

Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I

Referências bibliográficas:

ALENCAR, Vagner. Estudo mostra importância da criatividade na infância. Disponível em: http://porvir.org> – 10/12/2012.

CARVALHO, Maria Vilani Cosme de Temas. Psicologia e educação; MACÊDO, Rosa Maria de Almeida. In: O processo de desenvolvimento humano explicando por que somos tão iguais e tão diferentes.      Maria Vilani Cosme de Carvalho (Org.). Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 87-125.