Qualificado!

Estadão

08 Dezembro 2011 | 11h28

Caros leitores,

Me desculpem pela ausência na semana passada. Eu finalmente prestei a qualificação e passei! Relatarei brevemente o ocorrido. Cheguei à sala um pouco antes, preparei a apresentação e esperei a chegada dos professores. Chegaram aos poucos – o terceiro e último um pouco atrasado. Após todos na sala, fui indagado sobre uma nota C (aceitável) em bioquímica avançada e sobre as matérias que escolhi fazer durante a pós-graduação. Após respondê-las, comecei a apresentação.

Após ir algumas assembleias dos alunos de pós-graduação e falar para uma plateia que claramente tinha idéias contrárias às minhas e não pretendia me ouvir, achei que não passaria por uma situação que me deixasse apreensivo novamente. Mas as perguntas iniciais me tiraram o foco e o começo foi um pouco lento. Depois fui muito questionado na apresentação da metodogia que usei. O mais interessante é que os professores não pretendiam me atacar ou me testar diretamente; eles tinham dúvidas e perguntas relavantes que contribuíram para que eu entendesse melhor as  limitações das técnicas que eu normalmente uso, algo que passaria despercebido por eu estar acostumado a elas.

Chegando aos dados, discuti com eles pontos importantes das minhas conclusões e fui confrontado com questões muito interessantes. Como os professores da banca tem formações e estudam assuntos diferentes, eles abordam as conclusões com uma visão única. Com isso, testam meus conhecimentos em bioquímica (a principal função da qualificação) e permitem que eu tenha um conhecimento mais profundo sobre o assunto que trabalho ao pensá-lo de outra perspectiva.

No fim, a qualificação tem um pouco de terror e apreensão, mas o principal é a sua preparação (da apresentação e dos estudos) e o trabalho árduo de cada dia. Ela é mais um vestibularzinho, no qual a receita continua a mesma: preparação e trabalho árduo constante para passar no final.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP