Por que escolhi a SanFran

Estadão

17 Junho 2011 | 08h47

Algo me chama a atenção pelos corredores do cursinho: a convicção com que os estudantes respondem quando perguntados sobre a instituição em que pretendem estudar é espantadora. De um lado, existem os que querem de qualquer maneira estudar em uma universidade pública, de outro, pessoas que julgam grandes universidades privadas como melhores formadoras de profissionais e, portanto, optam por essas. Integro o primeiro grupo, e até o fim do post pretendo deixar claro o meu posicionamento.

A maioria dos vestibulandos nunca assistiu a uma aula na universidade pretendida e, mesmo assim, insistem em responder com uma dose cavalar de certeza.

Primeiro, é necessário que se conheça, de fato, a realidade da universidade para que frustrações futuras – que são mais comuns do que pensamos – sejam evitadas. Quanto à natureza das instituições, existem diversas variáveis, como por exemplo o curso. Conheço muitas pessoas que trocaram a FEA pela FGV, em compensação, cursos como História e Engenharia têm seu público mais voltado às públicas.

Os fatores que me fizeram escolher Direito no Largo São Francisco são bem particulares. O curso em si é bom, assim como outros tantos que existem no Estado de São Paulo. O diferencial é o que existe pós-aula. Como um professor disse esses dias: “O diferencial da SanFran não são as aulas, e sim os debates, movimentos.”

Sei que existem outras faculdades privadas tão boas, em Direito, quanto a USP. No entanto, nenhuma delas pode me proporcionar certas coisas que julgo essenciais em minha formação. Por essas e outras, fica a dica: aproveitem o meio do ano para conhecer as universidades. Farei o mesmo.

Caio Godinho é aluno do Anglo

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