Perspectivas do pré-vestibular

Estadão

21 Junho 2011 | 09h58

Depois de um pensar quase que de maneira instintiva na ideia de ingressar este ano na USP, veio o lado racional trazendo a ansiedade e a angústia. Se de um lado parece que optar pelo cursinho no segundo semestre é sem dúvida o melhor caminho a percorrer, o fato de que o cansaço e o esforço de hoje irão aumentar de forma exponencial me deixa com um pé atrás.

Olhando pelo lado positivo, vejo que o cursinho será um excelente modo de organizar pensamentos e preencher lacunas do currículo escolar. Nos simulados que fiz, por exemplo, senti que falta apenas uma sistematização de conteúdos para conseguir responder a algumas questões. Além disso, penso que esta é a melhor hora para estudar como nunca estudei, no embalo da escola e dos colegas de terceiro ano. Como se não bastasse, o fato de que o cursinho apresenta outra dinâmica de aula, diferente daquela com a qual estou acostumado desde minha infância, pode me ajudar a aproveitá-lo e equilibrá-lo com a escola.

No entanto, ainda sinto algum receio de que não sobre tempo para algumas coisas que são essenciais, dado que, além do cursinho, farei aulas de linguagem arquitetônica. Em primeiro lugar, estudar em casa com disposição e rever conteúdos sem atropelamentos. Em segundo, alguma lacuna na semana para poder me abstrair do vestibular e me dar motivação e energia para continuar estudando. Creio que é essencial ter algum prazer nessa fase da vida de estudante, como a música no meu caso, de forma que restem forças para os estudos.

Como a única forma de saber se essa experiência será frutífera é passando por ela, me matriculei no Anglo e já fiz a provinha de bolsa. Porém, como já mencionado, ainda não estou seguro o suficiente. Para aqueles que já passaram por isso, dicas são extremamente bem-vindas! Obrigado e boa semana!

Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz

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