O grande beneficio dos museus

Estadão

29 Setembro 2011 | 10h14

Apesar de gostar muito de quadros, eu tinha dificuldade em diferenciar um quadro de um grande pintor do de um pintor mediano. As minhas experiências se resumiam basicamente ao que eu conseguia ver em Sao Paulo: Masp, Pinacoteca, MuBE e às vezes algo na exposição na Oca do parque do Ibirapuera. Fora esses, eu tinha visitados os museus do grupo Smithsonian quando fui em um congresso em Washingon, DC.

No fim do ano passado, eu fiz um mochilão pela Europa e visitei os principais museus de várias cidades: Paris, Berlim, Londres, Roma e Munique. Vi uma enorme variedade de quadros e esculturas, além de artefatos de momentos históricos, como as grandes guerras, o nazismo, e as civilizações da antiguidade. Nesta semana, tirei uns quatro dias de férias e fui para Nova York. A viagem demora umas 6 horas de trem ou carro a partir de Rochester, onde estou.

Entre outro lugares que visitei, um dos mais impressionantes fui o Metropolitan Museum of Art. Nesse museu eu fiquei muito feliz em parar em uma sala e reparar que os quadros de minha preferência eram os mais famosos. E conheci ao vivo algumas estátuas clássicas que fazem parte da historia das civilizações da antiguidade.

Esses dois acontecimentos me fizeram pensar que algumas dessas coisas eu já tinha visto na escola, mas o momento quando realmente as gravei foi quando as vi.  Isso melembrou que todos esses grandes museus que visitei sempre tinham entre seus visitantes escolas, pais com filhos, e adolescentes sozinhos fazendo tarefas para escola.

A exposição contínua a esses elementos de história e arte me levaram a compreender melhor um mundo que sempre gostei muito, mas parei de estudar quando passei no vestibular. E aqui acho que valem algumas uma sugestões aos vestibulandos, e estudantes: vão estudar a história do Brasil no Museu do Ipiranga, a evolução da arte e da ciência nos quadros do Masp e da Pinacoteca, exijam das suas escolas essa oportunidade, que ajudará muito na compreensão de valores e culturas.

Escolas, não percam a oportunidade de ajudar os museus e suas crianças, e museus, mostrem para as pessoas que vocês existem.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP

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